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Archive for the ‘Tratamentos Cirúrgicos’ Category

Se há algum tempo fazer uma tatuagem era uma atitude quase marginal de rebeldia, hoje é a coisa mais normal do mundo (apesar de muitos pais ainda se arrepiarem quando as suas princesas aparecem em casa com a novidade). Ma,  se fazer uma tatuagem tornou-se quase banal, retirá-la dá muuuito mais trabalho. Portanto antes de fazer qualquer uma não custa nada pensar algumas vezes.

Mas se o estrago está feito, a amor acabou, e aquela marca com o nome do ex está dando enjôo em você é possível sim arregaçar as mangas e encarar tratamentos para apagar a tatuagem.

A técnica mais eficiente para retirada das tatuagens é feita com laser. Existem tipos de laser específicos para cada cor de tatuagem, portanto é necessária a consulta a um médico dermatologista que seja especialista no assunto para aumentar as chance de sucesso.

A tatuagem pode durar mais do que uma paixão...Segue algumas rspostas às perguntas mais comuns:

1. Dói? Tratar tatuagens com laser não dói mais do que outro procedimento utilizando essa técnica. Para tatuagens menores costuma-se usar pomas anestésicas como Enla, em áreas maiores pode-se usar anestésico tópico injetável.

2. Dá pra sair toda a tatuagem? Depende de várias coisas mas em geral é o seguinte:

  • Tatuagens amadoras são bem mais fáceis de serem retiradas dos que as profissionais (mais profundas e que utilizam mais pigmentos.
  • Tatuagens escuras em tons de marrom, preto e azul escuro são mais fáceis de retirar. A amarela e a verde claro demoram bem mais.
  • Quem tem a pele clara responde mais rápido ao tratamento. Para negros e orientais em geral são necessárias mais sessões.

3. Quantas sessões são necessárias? Depende muuuito, da cor da pessoa, da cor da tatuagem, do tamanho do desenho, o mínimo costuma ser de 3-4 sessões com intervalo de um mês entre elas, mas dependendo do caso podem ser necessárias cerca de 20.

4. Deixa cicatriz? O risco é muito pequeno se o procedimento for realizado por um médico capacitado porque a luz do laser atua apenas na tinta da tatuagem e não na estrutura da pele.

5. Deixa mancha? Nas peles mais escuras o local tratado pode ficar um pouco mais claro do que a pele ao redor, principalmente nos primeiros meses. Com o tempo a melanina volta a preencher a área e a cor volta ao normal.

Dica esperta: se você quer mesmo remover a tatuagem, peça indicações de quem já realizou o procedimento, questione o médico se ele tem mais de um tipo de laser (especialmente se a sua tatuagem for multicolorida) a peça sinceridade do médico quando a perpectiva real do tratamento. Em geral é um investimento alto retirar uma tatuagem, então vale a pena gastar um tempinho a mais e até pedir mais de uma opinião até estar segura com o profissional que vai te atender.


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A ceratose actínica é uma doença de pele causada pela exposição ao Sol ao longo de anos.  Elas são aquelas manchas, às vezes crostosas, normalmente em diversos tons de marrom ou vermelho que aparecem nas áreas mais expostas da pele. Ela pode ser única ou múltiplas, cobrindo grandes áreas do corpo.

É uma doença que é mais comum em quem já passou dos 40 (os homens tendem a ser um pouco mais afetados que as mulheres), tomou bastante sol durante a vida e também em quem tem a imunidade mais baixa (pessoas com HIV, transplantados, etc desenvolvem mais a doença).Fumantes também costumam ser mais prejudicados. Ou seja, é uma doença causada pelos vilões de sempre da pele.

Nem só quem tem cabelos brancos pode desenvolver ceratose actinica.

O grande problema da Ceratose Actínica é que ela é considerada uma lesão pré-carcerígena, já que os carcinomas espinocelular da pele muitas vezes se desenvolvem a partir da ceratose.

Além de poder se transformar em câncer a ceratose actínica é uma grande dedo dura da idade. Outro dia eu vi uma entrevista com uma dermatologista que citava um estudo que comprovava que as pessoas com manchas escuras na pele eram consideradas 10 anos mais velhas do que as sem mancha quando avaliadas por desconhecidos!

A ceratose actínica é uma doença que precisa ser tratada por um dermatologista mas às vezes é difícil para quem não conhece bem diferenciá-la de outras manchinhas na pele mais inofensivas.Por esse motivo, é sempre legal procurar um médico se aparecerem manchas doloridas, que coçam, que sangram,que descamam ou que comecem a crescer mudar de cor ou de espessura.

O médico pode diagnosticar a ceratose actínica só de olhar, ou se tiver dúvida pode pedir uma biópsia da pele para verificar a lesão no micorscópio e ter mais certeza.

Como é impossível saber qual ceratose actnínica irá desenvolver um câncer e qual não vai é importante tratar todas as lesões. E para isso existem diversas opções:

1. Crioterapia. Um jato de nitrogênio bem frio e jogado por alguns segundos em cima da lesão, provocando uma espécie de queimadura. Não precisa dar ponto e pode ser feita em consultório. Normalmente fica uma cicatriz no lugar da lesão.

2. Cremes. Os cremes tópicos a base de quimioterápicos como o Efurix (fluoracil) ou os que alteram o sistema imune como o Imiquimod podem ser usado no tratamento da ceratose actínica. Leva mais tempo mas o resultado estético costuma ser melhor especialmente se a quantidade de lesões for grande.

3. Peeling Químico. Os peelings profundo as base de ácido tricloroacético são uma outra opção de tratamente que costumam dar bom resultado estético. Mas é difícil controlar a profundidade do tratamento o que pode acabar também deixando alguma cicatriz.

4. Curetagem. Nesse procedimento o médico tira as lesões comuma cureta (que é uma espécie de “colherzinha” afiada). Na sequencia ele pode usar uma eletrocoagulação se estiver sangrando.

5.Laser. Apesar da aura de modernidade o tratamento da ceratose actínica com laser pode ser bastante dolorido (em geral é utilizada anestesia local) e também não está isento de manchas descoloridas e cicatrizes após o tratamento.

6. Dermoabrasão. É uma espécie de lixa mecânica na pele.Também pode ser bastante dolorido e reuqer o uso de anestéticos, mas é outra opção que pode ser usada em áreas mais extesnas.

Mais legal do que tratar (que é demorado, caro e dolorido) é prevenir a ceratose actínica.  Como? É aquilo que a maioria já sabe…

1.Limite ao máximo seu tempo de exposição ao sol, especialmente naqueles horários mais infernais.

2. Use protetor solar DIARIAMENTE em todo o corpo exposto e não só no rosto.

3. Cubra-se: chapéu, óculos  escuros, barracas!

4. Evite câmeras de bronzeamento (até porque elas andam proibidas agora).

5. Visite um médico regularmente (mesmo que não seja um dermatologista,pode ser o seu ginecologista mesmo) e fale para ele se existem lesões de pele novas o que estão mudando de característica.

E se nada te convenceu da próxima vez que encontrar uma pessoa mais idosa, compare a pele do braço com a pele da barriga dessa pessoa, se ela for mais braquinha então, o resultado da exposição ao sol é impressionante!

Se cuidem!

Beijos

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cicatrizes

Então amigos, conforme o prometido hoje estou escrevendo sobre cicatrizes, aquelas marquinhas que há quem ache um charme e há quem odeie de morte. Eu fui uma criança mais ou menos calma, pelo menos fisicamente, e tenho poucas cicatrizes de infância. Já o meu irmão…hehe. Por outro lado a cicatriz da minha primeira cesárea (foram 3!) era bem feinha e me incomodava bastante.

Hoje em dia a medicina estética tem várias soluções para as cicatrizes. Então quem não acha as suas um charme tem várias opções para amenizar o problema.

A primeira boa notícia é que não importa o quão horrível uma cicatriz possa parecer num primeiro momento, ela vai se amenizando com o tempo. Também existem maneiras interessantes de disfarcá-las. Corretivos (no rosto) e autobronzeadores (no corpo) estão aí para isso.

Mas se a sua vontade é desaparecer com elas também existem várias alternativas. As cicatrizes recentes funcionam bem com adesivos de oclusão de silicone. Eles são uma alternativa bem vendida lá fora, (dá até pra comprar pela Amazon) mas aqui no Brasil é caríssimo. Outra alternativa para quem não quer procedimentos mais complexos (e caros) é o ácido retinóico. Esse produtinho tem mil e uma utilidades dermatológicas e pode ser usado também para tratar cicatrizes mais superficiais.

cicatrizes

Para quem está interessado em tratamento mais agressivos também tem um menu variado:

1. Remoção cirúrgica: uma cicatriz grande e irregular pode ser trocada (com as mãos de um cirurgião plástico caprichoso) por uma cicatriz mais fininha e reta .

2. Dermabrasão. É um tratamento feito pelos dermatologista que consiste basicamente no lixamento da pele. Em geral é necessário anestesia local e se o lugar for aparente (como no rosto) procure fazer quando não for ver ninguém, ou perto das festas de halloween (porque a coisa fica feita por alguns dias!). Funciona bem para cicatrizes de acne, cicatrizes cirúrgicas e de catapora. Dependendo da profundidade são necessárias várias sessões.

3. Resurfacing.  Como o próprio nome diz é um procedimento que dá uma “cobertura nova” na pele.  Pode ser feito com laser ou com ácidos. Nesses procedimentos em geral não é usado anestesia, mas dependendo da profundidade o aspecto monstro também pode durar alguns dias.

4. Preenchimento. Os preenchimentos (os mesmos que são usados para aquelas que querem ganhar lábios carnudos) também podem ser usados para tapar buracos das cicatrizes.

Agora, a parte mais importante que são algumas dicas para evitar que uma cicatriz nova fique feia.

cicatrizes

1. Filtro solar, filtro solar, filtro solar (o sol transforma uma cicatriz feia e uma cicatriz escura-horrosa-medonha)

2. Lavar, lavar, lavar ( tudo que não queremos é uma cicatriz infectada não é mesmo?)

3. Esticar. Logo que a cicatriz e feita, depois de lavar lógico), deve-se fazer um curativo para deixá-la retinha para manter uma cicatrização mais bonita.

4. Respirar. O estica da dica anterior deve ser curto. Cicatrizes fechadas ficam úmidas, e bichinhos  como bactérias gostam de lugares quentihos e molhadinhos, portanto passado um ou dois dias o melhor é deixar a ferida respirar.

cicatrizes

E por fim duas dicas da vovó que super funcionam.

1. Massagem. Você pode usar o bom e velho hipoglós ou algum outro creme hidratante e fazer massagens leves na cicatriz. Eles ajudam a melhorar o aspecto.

2. Babosa (ou aloe vera para os chiques). Manipulado, comprado ou mesmo extraído direto da folha da planta faz milagres em cicatrizes ressecadas e repuxadas (meu pai-paciente preferido) que o diga 😉

Beijos a todos e espero que tenham gostado do post-retorno!

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Sabe como é a vida né? A gente resolve um problema e já começa a procurar outro. E como a minha pele anda “boazinha”, ou seja, com a oleosidade bem controlada comecei a reparar nuns vasinhos vermelhos que eu tenho em volta do nariz e no queixo. Não é nada assim muito grave (até porque nem bem tinha reparado antes), mas se aumentar pode ser que incomode.

Depois de reparar na gente, o segundo passo é sair buscando o defeito nos outros para não se sentir sozinha! rsrsrs E assim andei reparando que bastante gente (principalmente quem é mais branquinha como eu) tem esse problema de vasinhos.

Depois de descobrir o problema e ver que ele é comum o próximo passo é ir buscar soluções! Afinal ficar chorando as pitangas é que não resolve nada. Então se você também tem esses tipo de problema, vem comigo!

Os vasinhos, chamados tecnicamente de telangectasias, no rosto são diferentes dos vasinhos das pernas (onde são mais comuns). Nas pernas os vasos, ou varizes, aparecem porque o sangue fica parado e não consegue vencer a gravidade. No rosto os vasos aparentes são na verdade comunicações entre sangue arterial e o sangue venoso (com e sem oxigênio respectivamente, para quem não lembra das aulas de biologia).

Eles são em geral bem superficiais, pioram com a exposição ao Sol (mais um motivo para usar protetor e evitar a exposição) e também com o uso de medicamentos tópicos principalmente os a base de ácido retinóico e corticóides. É por isso que quem tem tendência a vasinhos no rosto deve evitar ao máximo o ácido retinóico para não causar um problema tentando curar outro. Quem fez cirurgia plástica na face também tem mais risco de desenvolver os tais vasinhos.

No rosto os locais mais atingidos são em volta dos olhos, nas bordas do nariz (eu!) e na bochecha (esses muito sensíveis ao ácido retinóico), no queixo (eu de novo!) e nas mandíbulas. Resumindo, podem aparecer quase em qualquer lugar do rosto.

Existem basicamente 3 tipos de tratamentos estéticos para os vasinhos (além de camuflar com corretivo): cauterização, escleroterapia (as famosas “aplicações” que são feitas também nas pernas) e laser – que pode ser o diodo ou luz intensa pulsada.

O que vai determinar o melhor tratamento é o local dos vasinhos, a quantidade e pronfundidade dos mesmos. Dependo da profundidade é feita anestesia tópica com pomada ou pode ser necessária anestesia local.

Um artigo da sociedade brasileira de medicina estética (clique aqui para ler o artigo completo com fotos ante e depois dos tratamentos) diz que os lasers vasculares modernos têm uma ótima aplicação nas telangiectasias da face. Apesar de serem a melhor opção atual, isto não significa que não tenham complicações nem que isoladamente resolvam todos os casos. Os bisturis de eletrocoagulação e de radiofreqüência são bem indicados em toda zona T da face (mento, lábios, nariz, testa) por ser uma área com alto poder de cicatrização. Áreas com maior risco de hipercromia como a região malar (bochechas), a região temporal e muito em especial, a região mandibular, necessitam sessões mais brandas e algumas vezes condicionamento prévio da pele. A escleroterapia é um método seguro para a região malar, mandibular e temporal. No entanto, é a que exige maior habilidade com a técnica.

Todos os tipos de tratamento podem causar manchas escuras na pele. Então para quem é suscetível em geral indica-se preparar a pele com ácidos a base de hidroquinona para evitar trocar um vasinho por uma mancha. De qualquer forma denpendendo do local e da profundidade do vaso as manchas escuras podem ser inevitáveis mas na maioria das vezes o problema é passageiro. Claro que você já sabe que tem que caprichar no filtro solar também para evitar essas manchas né?

Leia mais sobre o assunto aqui no bulle:

Belas mamães (como tratar os prejuízos estéticos causados pela gravidez): parte 3 – Varizes

Pele vermelha? Mega post com muitas informações sobre Rosácea.

Porque temos pele de morango quando queríamos ter pele de pêssego, ou, o que fazer para fechar os poros?

Ácido Retinóico: a vitamina que faz maravilhas para a pele.

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Hoje no blog vou publicar um artigo indicado por um amigo meu, o Tiago, que escreve o site do Dr. Walter Minicucci, um dos endocrinologistas mais respeitados do Brasil. O artigo fala sobre o balão intragátrico que é uma alternativa que a medicina oferece para quem precisa perder peso.

Há alguns anos os portadores de obesidade podem contar com mais uma ferramenta para o controle alimentar. O Balão Intragástrico é um dispositivo feito de silicone, que quando colocado no interior do estômago leva o paciente uma sensação de saciedade precoce. O paciente tem a impressão que já comeu o suficiente e que o estômago já está cheio.

Para que os resultados sejam satisfatórios é necessário que o paciente seja submetido a um preparo para o procedimento e, principalmente, para as mudanças de hábito alimentar que acontecem após a colocação do balão. Esse preparo é feito com auxílio de uma equipe de multidisciplinar especializada nessa área e com experiência para atender o paciente que realizou esse procedimento.

A colocação do balão é feita por endoscopia, sem cortes ou qualquer cirurgia. Demora cerca de 20 minutos e ao terminar, o paciente vai para casa após se recuperar da anestesia. Não é necessária internação hospitalar. Nos primeiros 2 ou 3 dias o paciente passa por um período de acomodação do balão no estômago. Desconforto ou dor abdominal pode aparecer temporariamente. Depois desse período retorna a uma vida absolutamente normal.

Após a alimentação, o paciente irá sentir uma sensação de plenitude ou de saciedade mais rapidamente e isso o ajudará a se alimentar de uma maneira mais devagar e com menores quantidades de alimentos.

As grandes vantagens do Balão Intragástrico sobre outras maneiras de perder peso são:

Não há necessidade de cirurgia ou de uso de medicações;
Não há necessidade de afastamento das atividades diárias;
Não há sensação de passar fome;
Não há restrições para realização de atividades físicas;
Apresenta bons resultados rapidamente;
Praticamente não tem contra-indicações.
Há apoio de uma equipe multidisciplinar especializada;
Aprende-se conceitos para conquistar sucesso a longo prazo com a equipe multidisciplinar;
A perda de peso até o momento de se retirar o balão deve ser de cerca de 10 a 15% do peso corporal total do paciente. Algumas vezes pode chegar a pouco mais que isso, dependendo de quanto de mudança o paciente será capaz de realizar no seu estilo de vida. No entanto, a permanência dele no interior do estômago não deve passar de 6 meses, e ele deve ser retirado também por endoscopia após esse período. Após a retirada do balão é que a adoção das medidas orientadas pela equipe multidisciplinar se torna mais importante, já que a chance de se ganhar peso novamente é alta. Por esse motivo não se deve realizar esse procedimento sem auxílio especializado.

A maior indicação para o uso do balão é em pacientes cujo peso está tão alto que é conveniente perder um pouco para que possa ser submetido a uma cirurgia de obesidade com peso mais baixo, para correr menos riscos. Trata-se de uma abordagem simples e inovadora para perda de peso. Mas exige comprometimento do paciente com as mudanças necessárias no estilo de vida.

Dr. Gustavo Sevá Pereira

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

 

Eu fiquei em dúvida sobre para quem seria indicada essa opção. Já que temos também as dietas, os remédios e a cirurgia bariátrica, sobre a qual o Roger já falou bastante aqui no blog. Então o Tiago perguntou ao Dr Gustavo, que respondeu que o balão intragástrico é indicado nos seguintes casos:

Principais indicações:

  • pacientes que estejam acima do peso sem indicação de cirurgia;
  • pessoas que tenham indicação de cirurgia e não querem ser operadas;
  • mulheres após o parto que não conseguem perder o peso ganho na gestação;
  • aqueles que por algum motivo não podem tomar medicação para perda de peso.

Quem se encaixa em uma das indicações pode procurar um médico para esclarecer as dúvidas e ver se essa é mesmo uma opção interessante para o seu caso.

Para as nossas leitoras tem outros artigos super interessantes, que valem pra todo mundo, que o Tiago colocou no site do Dr. Walter, como os que estou linkando abaixo:

Veja a maneira correta de perder peso fazendo exercícios

Cozinhando com menos óleo

Qual o melhor adoçante dietético?

 

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Há algumas semanas, descobri o Bulle de Beaute e gostei muito do que encontrei. Posts bem completos, corretos e uma quase-dermatologista muito dedicada em informar corretamente suas leitoras. Por isso, me ofereci para trazer para vocês algumas novidades sobre rejuvenescimento facial.

Todos sabemos que a naturalidade é a palavra de ordem quando o assunto é o rejuvenescimento facial. Ninguém gosta mais daquelas caras de plásticas. Por isso, hoje em dia não tratamos apenas uma ruga ou outra, mas o rosto na totalidade, combinando tratamentos e técnicas. Os resultados ficam cada vez mais naturais e harmônicos.

Um método que utilizo bastante é o dos 3Rs do rejuvenescimento, que resumem perfeitamente as necessidades da pele envelhecida: Renovar a pele, Relaxar os músculos e Recuperar o volume e redefinir os contornos faciais.

R1 – Renovar a pele
Renovar a pele significa tratar as manchas que se formam ao longo dos anos, principalmente com a exposição solar, atenuar as rugas mais superficiais e recuperar a firmeza do rosto. Os tratamentos mais indicados para esta finalidade são os peelings químicos ou de cristal e os lasers (Fraxel). Eles atuam recuperando a qualidade e a uniformidade da pele, estimulam a produção de colágeno e a recuperação celular. O peeling provoca a descamação da epiderme, fazendo com que surja uma camada mais nova e saudável, sem rugas ou manchas. O Fraxel laser é a mais revolucionária técnica de renovação cutânea desses últimos anos. Em 4 sessões ativa colágeno, uniformiza a pele, além ajudar no processo de firmeza

R2 – Relaxar os músculos
As rugas dinâmicas se formam pela ação dos músculos faciais durante a mímica facial. Portanto, para tratá-las é necessário atuar nos músculos responsáveis por sua formação. BOTOX® (toxina botulínica tipo A) é o tratamento mais indicado para esta finalidade, pois ele relaxa o músculo.
A aplicação do BOTOX®, hoje, é vista como um tratamento que contribui para reeducar a mímica facial, prevenindo também o aparecimento de novas rugas.

R3 – Recuperar o volume e redefinir os contornos faciais
O rejuvenescimento global da face inclui também a recuperação do volume da face, a redefinição dos contornos faciais e o preenchimento das rugas mais profundas e estáticas. O tratamento mais indicado e seguro para esta finalidade é a aplicação de preenchedores de ácido hialurônico.

É importante destacar que um rosto jovem não é apenas livre de rugas. Ele tem volume, contornos bem definidos, luminosidade e uniformidade. E lembrem-se: protetor solar SEMPRE!

Um abraço,
Dr. Otávio Macedo

 Mais aqui no Bulle de Beauté sobre rejuvenescimento

10 maneiras de prevenir e tratar os pés de galinha

O pescoço não mente jamais!
Ginástica facial funciona?
Fim das rugas e da flacidez facial: Realidade ou Ficção Científica
Como funciona o Botox e o que ele pode (e o que ele não pode) fazer pela sua beleza?
Flacidez: como lidar com o efeito gelatina?
Existem cremes melhores do que o Botox?

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No post anterior eu falei sobre a classificação das cicatrizes de acne e também de como tratar as cicatrizes consideradas mais leves que são aqueles que diezam apenas uma alteração de cor sem afetar o relevo da pele.

Quem quiser algumas dicas de produtos dá uma olhada nos comentários que eu dei uma resposta com alguma idéia de princípios ativos e nomes de cremes.

Hoje eu vou falar das cicatrizes de acne consideradas de grau II que são aqueles que deixam marcas em relevo na pele. Esse relevo pode ser tanto uma elevação quanto uma depressão e no caso de grau II essas marcas podem ser bem disfarçadas pela maquiagem e só são óbvias há uma distância menor do que 50 cm.

Cicatrizes com elevação ou depressão moderada (grau II).

Essa é o nível de cicatrizes que costumam ser pior tratada pelos médicos. Isso porque ou ela é tratada de maneira leve e pouco eficiente, ou são usados procedimentos muito agressivos que deveriam ser exclusivos dos casos mais graves. Isso ocore porque nem sempre o médico dispõe de um leque completo de procedimentos para tratar todos os problemas. Então, antes de investir seu dimdim em um tratamento caro vale a pena consultar mais de um profissional e procurar se informar sobre as opções de tratamento.

O tratamento vai depender da quantidade de cicatrizes que o paciente tem.

Poucas cicatrizes em relevo

A injeção de preenchimentos (semelhantes aos que são usados para tratar os sulcos das rugas) pode ser uma boa opção para quem tem poucas cicatrizes em forma de depressão. Os produtos injetados mais adequados para esse tipo de tratamento são colágeno e o ácido hialurônico. São ingredientes que muitas vezes precisam de retoques, mas nesse caso é mais fácil pecar pela falta do que pelo excesso. Isso porque é melhor ter que completar uma depressão do que corrigir uma problema maior que pode ser causado por injetáveis mais permanentes.

Outra opção é a transferência de sangue do próprio paciente no local das cicatrizes. O sangue é retirado da veia e imediatamente injetado no local das depressões. O sangue contém células que podem estimular o crescimento dos tecidos e esse é o princípio da técnica que é mais bem detalhada nesse artigo aqui , publicado em 2001 pela revista Dermatologic Surgery.

Essa técnica pode ser acompanhada de sessões de luz intensa pulsada (que é uma terapia semelhante ao laser mas com outra freqüência).

Muitas cicatrizes em relevo

Já para os pacientes que tem muitas cicatrizes essas técnicas de ir preenchendo uma a uma se torna inviável, então outras técnicas podem ser propostas.

Uma das mais populares é a microdermoabrasão (também chamada de peeling de cristal). Nessa técnica cós cristais de alumínio são jateados e depois aspirados da pele, fazendo uma espécie de lixamento superficial. Esse tratamento serve para estimular a multiplicação das células basais que formam a pele. Em geral são necessárias várias sessões e os resultados são melhores em cicatrizes mais rasas, pouco pronunciadas.

Outra técnica indicada para esse tipo de cicatrizes é conhecida como Skin needling. Trata-se de um rolo com pequenas agulhas que o médico passa na pele fazendo vários pequenos furinhos. Essse furinhos criam pequenos traumas na pele e esse trauma estimula a produção de colágeno que então irá preencher os espaços vazios na pele que formam as depressões. É uma técnica boa para tratar também outras áreas do corpo como as costas e o pescoço, mas não deve ser usada em áreas muito sensíveis como o nariz ou em volta dos olhos. Na Amazon vende uma série de aparelhos desse tipo para uso doméstico (fale antes com seu médico se é o seu caso, lógico!!). Aqui no Brasil eu nunca vi para vender. Esse tratamento pode ser completado com sessões de laser não ablasivos.

O laser não ablasivo, também conhecido como cooltouch é uma técnica que pode ser usada de forma isolada ou em conjunto com outras. A idéia é mais ou menos a mesma, ou seja, o laser atinge a água presente na derme (a camada da pele abaixo da epiderme) causando um trauma por aquecimento. Um spray gelado é acionada quase simultaneamente ao laser, evitando queimaduras na epiderme. Esse trauma também estimula a produção de colágeno que irá preencher as depressões das cicatrizes de acne. Esse artigo aqui explica bem como é a técnica e quais as suas vantagens e desvantagens.

Em breve mais aqui no Bulle de Beauté sobre como tratar as cicatrizes mais graves, aguardem!

Esses posts sobre tratamento de cicatrizes é baseado em um artigo de 2007 (o mais recente e completo sobre o assunto, publicado pela revista Dermatologic Surgery). Quem quiser ler o artigo completo (em inglês)pode fazer download no link a seguir:  The management of postacne scarring.cicatriz_acne11

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maduras

Pés de galinha, pra quem não sabe o que é (sortudas!), são aquelas ruguinhas que de formam a partir do canto dos olhos e saem como raios de sol (mais romântico vai…) em direção a testa e a bochecha. O melhor conselho que se pode dar a respeito de pés de galinha,ou qualquer ruga e tentar adiá-las o máximo possível. Todas as rugas podem ser tratadas com cosméticos, mas quanto mais você tiver, mais difícil (e caro!) é melhorá-las. Então vamos às dicas.

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1. A coisa mais importante para prevenir os pés de galinha é não ficar forçando os olhos. Então se você acha que não está enxergando muito bem, melhor consultar rapidinho um oftalmologista. Você pode não achar usar óculos muito charmoso (eu discordo!, mas pra isso existem as lentes), mas com certeza são mais charmosos do que essas ruguinhas. Mesmo se você enxerga bem, no Sol a gente sempre fica incomodada e força os olhos. Por isso, banque a celebridade sem dó e só tire seus óculos escuros em locais fechados. É igual filtro solar. O melhor é se acostumar a usar óculos escuros (com proteção UVA e UVB) todos os dias, faça chuva ou faça sol. Se alguém tirar com a sua cara, lembre-se de que quem rir por último, ri melhor.

2. Falando nele, a segunda dica é óbvia. Filtro solar caprichado nessa região até debaixo da tempestade

3. A telinha do computador também emite iluminação forte e prejudica os olhos. Então para quem passa muito tempo na frente da telinha (oi?) um protetor anti-estático  para a sua tela de computador cai super bem e custa menos de R$ 10,00.

4. E, claro, não fume. Nunca. O cigarro além de prejudicar o colágeno ainda solta a fumaça que provoca constante irritação nos seus olhos. Manter a calma, ou pelo menos evitar contrair os olhos nos momentos de raiva (tá bom vai…) ajuda a adiar os pés de galinha.

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Mas se você já tem uma coleção de pés de galinha não precisa se desesperar, tem várias coisas que podem ser feitas para contornar o problema.

5. Existem uma infinidade de cremes que prometem reduzir os pés de galinhas, mas poucos (se é que algum) realmente cumprem a promessa. Portanto não gaste fortunas em cremes mega antioxidantes. Os agentes antioxidantes atuam mais na prevenção, eles não conseguem tratar rugas já estabelecidas.

6. Lembre-se que todas as rugas parecem piores do que são quando a pele está ressecada. Por isso que osmelhoram a hidratação da pele dão a impressão que estão tratando as rugas. Então escolha um hidratante qualquer que você goste da textura na sua pele e que possa pagar sem esforço. Ele funcionará tão bem para os pés de galinha quanto o creme mais chiquetérrimo do mercado. Vai por mim.

7. A única classe de cosméticos que efeitivamente trata os pés de galinha são os retinóides. Eles tratam os pés de galinha porque induzem o crescimento de colágeno na pele. Os cosméticos a base de retinol cumprem essa função e são vendidos livremente. Para os casos mais severos pode ser usado ácido retinóico como a tretinoína ou outros derivados de vitamina A, mas nesse caso existem efeitos adversos importantes e é necessário prescrição médica.

8. A maneira mais eficiente de tratar os pés de galinha é com Botox. A toxina botulínica atua enfraquecendo o músculo orbicular do olhos. Como você não consegue contraia esse músculo os pés de galinha não aparecem. Isso não só minimize as rugas atuais como previne o aparecimento de novas.

9. Preenchedores dérmicos injetáveis, como o ácido hialurônico (atualmente o segundo procedimento mais realizado nos consultórios dermatológicos) também podem ser usados para minimizar os pés de galinha. Com o esse procedimento, o espaço onde o colágeno estava enfraquecido e formou a ruga é novamente preenchido. Em geral esse procedimento é realizado quando as rugas continuam aparecendo mesmo depois de aplicado o Botox. Por isso,em geral os preenchimentos atuam melhor em conjunto com a toxina botulinina. Nesse site aqui elaborado pela Allergan (empresa que produz o Botox e o Surgiderm, um dos preenchedores dérmicos mais utilizados, tem uma animação bem legal mostrando como as rugas se formam e como o preenchimento funciona).

10. Por fim, tratamentos cirúrgicos como peelings químicos e laser podem melhorar os pés de galinha através da indução do crescimento do colágeno.

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Retomando a nossa série sobre a cirurgia para obesidade, hoje o Roger Mathias vai falar de como são feitas as cirurgias, quais as diferenças entre as técnicas restritivas e dissabsortivas, ou seja, o que efetivamente o cirurgião faz no corpo da pessoa que passa por essa cirurgia. No próximo capítulo ele vai falar de como essas operações além de combaterem a obesidade também melhoram a pressão arterial e a diabetes, melhorando a saúde do obeso de maneira global.

Se você tem indicação para essas cirurgias, conhece alguém que fez ou vai fazer, ou é só curiosa mesmo. Aproveite esse espaço para tirar as suas dúvidas! Entra lá embaixo nos comentários e abra o seu coração!

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Vista por muitos como uma forma preguiçosa de dar vazão à vaidade, a cirurgia tem revelado efeitos importantes além do emagrecimento, como curar o diabetes tipo 2 e reduzir a propensão ao câncer.

Como foi dito no texto anterior, a cirurgia bariátrica é a opção de tratamento mais eficaz para obesos mórbido, quando houve falha das terapias não cirúrgicas. Recomenda-se operar pessoas com IMC (peso emkilos dividido pela altura em metros ao quadrado) maior que 40 ou pessoas com IMC entre 35 e 40 que apresentem complicações como apnéia do sono, hipertensão arterial, diabetes.

É fundamental que o paciente participe de grupos de orientação pré-operatória, onde receberá apoio nutricional, psicológico, endocrinológico e físico. Assim, o paciente se compromete a perder peso antes da cirurgia. Estudos demonstram que os paciente que passaram por esse processo tem menos chance engordar novamente e apresentam menos complicações no pós-operatório.

Falaremos agora das variadas técnicas de “redução” de estômago. Tentarei fazer de um modo simplificado, de forma que facilite o entendimento. Cabe salientar que não há o intuído de esgotar ou aprofundar em demasia o assunto e a visita ao especialista é indispensável.

A abaixo ilustra a anatomia normal do aparelho digestivo humano. O alimento chega ao estômago pelo esôfago que segue, após um período, para a primeira porção do intestino delgado, o duodeno, a segunda e terceira porções são respectivamente o jejuno e o íleo. O bolo alimentar dirige-se então para o intestino grosso, onde serão formadas as fezes. É nessa trajetória que os alimentos sofrem digestão e os nutrientes são absorvidos. Quanto maior for esse seguimento, maior a absorção.

Outra coisa importante é que o estômago produz hormônio ligado à estimulação da fome (grelina) e o íleo (porção final do intestino delgado) produz hormônios que diminuem o apetite e estimulam a secreção de insulina (hormônio responsável por levar o açúcar do sangue para as células, diminuindo sua concentração no sangue).

Veja em verde o caminho normal do alimento no nosso corpo, em azul onde são produzido alguns hormônios

Veja em verde o caminho normal do alimento no nosso corpo, em azul onde são produzido alguns hormônios

As cirurgia do tipo RESTRITIVAS, restringem a acomodação gástrica, por redução do estômago, com isso, o paciente tem saciedade precoce com os alimentos SÓLIDOS (mas não com alimentos líquidos, hipercalóricos, como leite-condensado…é brincadeira?).

A banda gástrica ajustável, veja na figura abaixo é um método restritivo puro, realizado por videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva), no qual se coloca um anel de silicone na porção superior do estômago. Este anel é ligado a um dispositivo que fica implantado no subcutâneo (gordura da barriga) que pode ser facilmente acessado por uma agulha, por onde se injeta soro, ajustando o nível de constricção.

Em uma mulher que fique grávida, a constricção pode ser menor, permitindo à mãe comer e o bebê se desenvolver normalmente. A desvantagem, já comentada, é que o paciente pode voltar a engordar, ingerindo líquidos calóricos. Esse risco aumenta se o paciente não tiver orientações prévia pré-operatórias e acompanhamento rigoroso pós-operatório.

O desenho mostra a Banda Gástrica, uma das cirurgias de efeito restritivo.

O desenho mostra a Banda Gástrica, uma das cirurgias de efeito restritivo.

As cirurgias DISABSORTIVAS promovem um desvio do trânsito intestinal, que leva a uma diminuição da absorção dos nutrientes ingeridos. Causa perda rápida e duradoura do peso, porém pode levar o paciente à desnutrição e a carência de nutrientes essenciais, como vitaminas, demandando reposição com complexos vitamínicos.

As cirurgias MISTAS apresentam maior eficácia na perda de peso, por apresentarem ambos os elementos (restritivo e disabsortivo), porém exigem do paciente disciplina e readequação do seu estilo de vida.

Pequenas e numerosas refeições diárias, bem mastigadas, deverão ser instituídas, reposição vitamínica e acompanhamento multi-profissional. A cirurgia mais realizada dessa modalidade e com resultados comprovados por anos de experiência é a gastroenteroanastomose em Y-de-Roux (acalmem-se, não estou xingando ninguém) ou cirurgia de Fobi-Capella da uma olhada na figura abaixo que você vai ver que é menos complicado do que o nome sugere.

Nela o cirurgião separa o estômago em dois, a parte bem menor com cerca de 5% do volume total, mantém a função de receber o alimento. A porção maior permanece no abdômen mas só para produzir o suco gástrico que encontrará o bolo alimentar mais adiante no intestino – que fica um pouco mais curto. Ainda um anel de silicone pode ser colocado, limitando o fluxo de alimento no estômago reduzido.

O paciente que não adote as mudanças citadas sofre, pois vômitos são freqüentes. Além disso, pode acontecer queda de cabelo por deficiência protéica, aumenta o risco de pedras na vesícula e dificulta o diagnóstico de um eventual câncer no estômago, já que a parte que foi isolada não pode mais ser vista por endoscopia.

Esquema da cirurgia de Fobi-Capella umas das mais realizadas contra obesidade.

Esquema da cirurgia de Fobi-Capella umas das mais realizadas contra obesidade.

Há ainda numerosas outras técnicas de cirurgia anti-obesidade, sendo que o Brasil ocupa posição de destaque tanto na parte científica quanto na criação de novas técnicas. Cabe, porém citarmos uma última possibilidade que vem ganhando espaço rapidamente. Chama-se “sleeve” gástrico ou gastrectomia vertical abaixo.

A perda de peso se dá unicamente por restrição à quantidade de alimento ingerido, sem que haja desvio intestinal do transito ou má-absorção. O procedimento consiste em redução do estômago, pode ser por vídeo cirurgia, em 85% do seu volume, diferentemente dos 95% na cirurgia de Capella, diminuindo assim os sintomas de vômitos. O estômago fica em forma de “banana”, preservando o piloro (vávula que permite a passagem gradual do estômago para o intestino). Assim, o estômago funciona normalmente, apesar da redução de volume, podendo o paciente alimentar-se com quase todos os tipos de alimentos, porém em pequenas quantidades. Aqui, a porção estomacal que produz a grelina (hormônio ligado à fome) é eliminada.

Por não haver desvio de transito, anemia, osteoporose, deficiência protéica e vitamínica são praticamente eliminadas. A critica é que por não haver associado um componente mal-absortivo, o paciente tem mais chance de voltar a engordar mais tarde. Por isso, estudos de seguimento de longo prazo estão sendo realizados.

Esquema da cirurgia de "sleeve" gástrico

Esquema da cirurgia de sleeve gástrico.

A escolha da técnica cirúrgica deve ser tomada em conjunto com o paciente, levando-se em conta o estilo de vida e suas particularidades. Os benéficos que a cirurgia traz no combate ao diabetes, à hipertensão e à diminuição do risco de câncer, assim como suas implicações psicológicas e a reconstrução da estética corporal pela cirurgia plástica nos ex-obesos.

Por Roger Mathias.

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Na semana passada o Roger Mathias escreveu o primeiro episódio sobre cirurgia bariátrica (anti-obesidade), explicando o que está levando o mundo a engordar. Nessa semana quem veio falar sobre cirurgia no Blog é o Marco Antônio, ele e o Roger vão se revesar para tratar dos procedimentos cirúrgicos que podem nos deixar mais bonitas.

O Marco Antonio vai começar falando sobre os procedimentos cirúrgicos que prometem deixar a nossa aparência mais jovem, e o primeiro tema escolhido por ele foi o Botox, nosso velho conhecido.

Aproveitem para perguntar para ele, nos coments, todas as dúvidas que vocês tem sobre esse que talvez seja o procedimento estético mais famoso do século até agora.

Divirtam-se

Renata

Quem nunca se flagrou observando atentamente aquela foto antiga na qual apresentava o belo rosto sem rugas da juventude? Não é recente a preocupação do ser humano em esconder – ou até mesmo lutar contra – a velhice e suas conseqüências, e a ciência tem buscado (e atendido!) cada vez mais este anseio de todos, principalmente, das mulheres. É fato que a indústria cosmética e a medicina apresentam, a cada dia, novas abordagens e estratégias antes inimagináveis de se lograr a beleza eterna.

Um assunto não muito recente ou inédito, mas que sempre levanta dúvidas, é o uso da toxina botulínica (BOTOX®) para a eliminação de rugas, principalmente faciais. Descoberta por um médico e poeta alemão, Justinus Kerner, no século XIX, essa toxina – produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum – foi responsável por um grande número de envenenamentos decorrentes da ingestão de salsichas contaminadas, em virtude do declínio nas medidas de higiene durante sua produção e manejo, no período das guerras napoleônicas. A palavra botulismo vem do Latim botulus, que quer dizer salsicha. Durante sua observação, Kerner deduziu que a toxina atua interrompendo a transmissão entre os neurônios de movimento, preservando a sensibilidade (quem quiser saber mais sobre os mecanismos de ação do BOTOX®, pode conferir o post da Renata, clicando aqui.).

A conseqüente introdução desta toxina na medicina não tardou em fazer parte de experimentos científicos, desde que administrada em quantidades não prejudiciais. Atualmente, é utilizada para o tratamento de várias doenças, como estrabismo (olho vesgo), espasmo facial, distonias focais (grupo de doenças caracterizado por espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais, também conhecidos como tiques), espasticidade, tremor, hiper-hidrose (suor excessivo) e disfunção esfincteriana (pessoas que têm dificuldade em controlar a urina ou as fezes).

O uso cosmético do BOTOX®

Envelhecer está associado ao desenvolvimento de linhas de expressão e rugas causadas pelo sol, pelo efeito gravitacional, pelas famosas “sleep lines” (ou rugas de expressão decorrentes do hábito de dormir), e pela ação muscular. Algo que muito comumente acontece é a hipertrofia da musculatura mímica da face com o passar dos anos, acarretando em músculos hiperfuncionantes (a gente fala tanto e se expressa tanto que faz uma espécie de musculação no rosto).

As injeções de BOTOX® reduzem as linhas faciais causadas por este tipo de músculo e também são usadas para desenhar contornos de elementos da face, como as sobrancelhas. No próximo post sobre este assunto, será possível conferir algumas características dos procedimentos realizados, de acordo com a região anatômica (face ou pescoço). Mas antes, vale ressaltar algumas considerações importantes sobre sua aplicação.

As técnicas de injeção variam de acordo com o praticante e com o avanço do método. Os pacientes normalmente notam os primeiros efeitos clínicos um a três dias após a injeção, sendo máximo por volta de uma a duas semanas. Isso é importante falar já que muita gente acha que o efeito é instantâneo e quer marca sessão de BOTOX® para véspera de eventos importantes, o que não é recomendado. Efeitos adversos incluem pequenas equimoses (manchas roxas) e contusões (pequenas lesões nos músculos). Quando não contra-indicado, os pacientes devem evitar medicamentos inibidores de plaquetas, incluindo aspirina e antiinflamatórios não esteroidais, por sete a 14 dias antes da aplicação, isso porque esses medicamentos aumentam a chance de ocorrer sangramentos. Os benefícios geralmente duram cerca de três a seis meses.

As contra-indicações à aplicação de BOTOX® incluem reação alérgica anterior, injeção em áreas de infecção e/ou inflamação, gravidez (fármaco da categoria C – segurança para uso durante a gravidez não foi estabelecida), ou amamentação.

Algumas complicações podem ocorrer decorrentes do uso de BOTOX®. Rações generalizadas são incomuns, geralmente brandas e transientes. Incluem náusea, fadiga, indisposição e sintomas de gripe; inchaço, vermelhidão, manchas roxas, dor de cabeça e aumento de sensibilidade também podem ocorrer. O efeito adverso significante mais comum é fraqueza, que, felizmente, se resolve em alguns meses ou até semanas (em alguns pacientes), dependendo do local e da quantidade de unidades injetada. (Portanto, atores, políticos e todos aqueles que dependem da expressão facial para ganhar o pão nosso de cada dia, atenção!).

A ptose palpebral, que é a queda da pálpebra, deixando o olho entreaberto, pode ocorrer por migração da toxina aplicada próxima a essa região. Por esse motivo, os pacientes são geralmente instruídos a permanecerem de pé por três a quatro horas após a aplicação e não manipular a área. Algumas aplicações em locais específicos da região do pescoço podem resultar em dificuldade para engolir, também por migração da toxina, durando somente alguns dias ou semanas – nesses casos, há indicação de dieta leve.
Há casos em que o paciente não responde ao tratamento. Isso acontece por várias causas em potencial, mas podemos destacar a técnica inadequada de aplicação ou toxina desnaturada. Não menos importante, cabe destacar pacientes que possuem anticorpos adquiridos em exposições prévias subclínicas, ou seja, aquelas nas quais se tem contato com a toxina, em quantidade não suficiente para manifestar sintomas. Tais anticorpos podem também ser adquiridos durante a primeira aplicação da toxina visando à eliminação de rugas. Nesses casos, o paciente apresenta uma pequena melhora clínica da expressão facial, mas de efeito temporário, rapidamente voltando a apresentar as rugas (é como se ele tivesse tomado uma vacina contra a toxina do BOTOX®).

É importante dizer ainda que a aplicação de BOTOX® é um procedimento médico e deve ser realizado por profissional habilitado e dentro das condições e adequações necessárias. Portanto, certifique-se sobre a formação e capacitação do médico, bem como sua experiência, e sobre a procedência da toxina a ser utilizada.

Mas, calma! Não há motivos para pânico. O tratamento com BOTOX® tem trazido resultados excelentes e seu uso está cada vez mais disseminado no meio médico. Quando injetado em pequenas quantidades na face e nos músculos do pescoço, pode melhorar a aparência das linhas faciais e a bandas do platisma (principal músculo do pescoço) por vários meses. Mesmo sabendo-se dos efeitos adversos e das possíveis complicações, os benefícios clínicos deste tratamento são extremamente gratificantes e, literalmente, “estão na cara”.

Por: Marco Antonio Bastamante Lima

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