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Archive for the ‘Rafael’ Category

suor

Suar demais. O que para algumas pessoas podem ser apenas umas gotinhas, para outras é um verdadeiro banho. Mas há alguma explicação para isso? Então, para aqueles que suam demais, aqui vai um post.

Suar demais tem um nome para os médicos: é chamado hiperhidrose. Ela pode ser causada por diversos fatores: uso de drogas, febre, após uma refeição pesada. Mas aqui vou me concentrar principalmente nas causas mais comuns da hiperhidrose: a emocional e ligada ao calor.

Algumas pessoas, por fatores genéticos, têm uma resposta excessiva das glândulas sudoríparas ao calor ou ao estresse. Bastam ficar bravas, alegres, irritadas ou qualquer outra alteração do humor que já começam a sentir as axilas molhadas. Ou então há pessoas que com um calor um pouco mais elevado que o normal, já molham a camisa literalmente.

Os principais locais onde ocorre a hiperhidrose são no couro cabeludo, palma de mão, planta do pé, axila, testa, virilhas. Isso leva a um desconforto tanto para a pessoa que sua quanto pra quem está perto. Podem levar ao mau cheiro, e, em regiões como virilha ou planta dos pés, facilitar a infecção por micoses.

E a solução para isso? Vamos por partes. Foram várias as tentativas de usar remédios via oral para acabar com o suador. Porém, quase a totalidade é inefetiva. Passou-se então para o uso de cremes. Existem cremes para mãos e pés que impedem a sudorese, porém necessitam várias aplicações por dia. A mesma substância presente nesses cremes também está naqueles desodorantes antitranspirantes.

Existe, recentemente, tratamento à base de toxina botulínica, para a sudorese palmo plantar e axilar. Tem eficácia boa, porém exigem anestesia local, e além disso são necessárias de 50-100 aplicações em cada mão ou em cada axila, com o perigo de, se aplicadas muito profundamente, paralisar por alguns meses a musculatura da região. Por isso só antes de fazer esse tratamento certifique-se que p seu dermatologista é experiente no uso do Botox!

Talvez o tratamento mais efetivo de todos, o tratamento cirúrgico ou a simpatectomia. É a última opção de tratamento, e usado principalmente naqueles casos de sudorese muito exagerada. Nesta cirurgia, fazendo uma analogia, é como se cortassem a tomada da glândula sudorípara. Com um corte embaixo da axila, cortam-se os nervos e não há mais sudorese nas axilas nem nas mãos. Detalhe que esse tratamento só serve para axilas e mãos.

Problemas: a cirurgia envolve anestesia geal, entubação e tem várias complicações, sendo uma das mais temidas a perfuração do pulmão. Além disso, pode ocorrer sudorese compensatória, ou seja, suas costas, suas pernas e pés suarão mais para compensar o que foi cortado.

Por fim, tratamento ultra moderníssimo é a lipoaspiração das glândulas. Do mesmo jeito que a gordura localizada pode ser retirada com a cânula, também podem ser retiradas as glândulas localizadas. Tratamento também muito bom.

Assim, para você que, como eu, tem que ficar usando lencinho umedecido, exagerar na dose de desodorante antitraspirante ou procurar sempre lugares com ar condicionado, há solução. Elas são caras, envolvem riscos mas trazem uma satisfação muito grande. Converse com seu dermatologista!

Por Rafael Dias Lopes

suor

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Essa semana, por coincidência o Bruno Vieira, leitor aqui do Blog, me mandou um e-mail falando sobre o assunto e indicando o antiperspirante Driclor como uma boa alternativa para o controle do problema. De fato o princípio ativo do Driclor (produzido pela Stiefel, mas não comercializado aqui no Brasil) é um dos mais receitados por dermatologistas como antiperspirantes manipulados. Sua fórmula é a base de Hexahidrato cloreto de alumínio a 20% em solução alcoólica. A principal desvantagem é que apesar de eficiente tem se concluido que o efeito do produto diminui com o tempo, até que o mesmo se torna ineficaz. Também é comum a irritação da pele no local da aplicação. Outro ativo também bastante utilizado é o Glutaraldeído a 2%, mais usado para hiperhidrose plantar.

Quem quiser sabem mais sobre o assunto recomendo esse site produzido pela Unifesp que é bem completo. Para quem lê em inglês tem um site muito bom só sobre o assunto. http://www.hyperhidrosisweb.com/

Beijos,

Renata

suor

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Convivendo com as mulheres, descobri que a lâmina de barbear é item fundamental da beleza feminina assim como é para os homens. A maioria das mulheres já “raspou” ou pelo menos já depilou as pernas.

De fato, não existe nada de anormal em ter alguns pêlos nas pernas ou outras regiões. No entanto, se esses pelo são exageradamente grandes, espessos e em bastante número, associados há outros sintomas, principalmente irregularidade menstrual, acne, obesidade e infertilidade, pode haver mais que uma simples herança familiar com excesso de pêlos.

Como havia escrito no meu último post, algumas mulheres, por alterações hormonais, acabam tendo alguns problemas estéticos visíveis, como a acne, pele oleosa e aumento na quantidade de pêlos e na sua grossura. Uma dessas alterações é a síndrome dos ovários policísticos, tema do post de hoje.

A síndrome dos ovários policísticos, uma doença de herança genética, pode ser definida por uma série de alterações, principalmente a irregularidade menstrual, infertilidade, número excessivo de acnes, oleosidade excessiva da pele, aumento na quantidade de pêlos (principalmente em regiões caracteristicamente masculinas, como rosto e pernas) e a obesidade. Vale lembrar aqui que NEM todas as mulheres com alguns desses sinais tem a síndrome. É necessário uma avalição médica completa para fechar o diagnóstico.

Para quem gosta de saber o porquê das coisas, os pesquisadores médicos ainda não sabem como essa síndrome age no corpo, mas a maioria deles acredita-se que ela está relacionada à resistência à insulina (também chamada de pré-diabetes) com conseqüente aumento nos níveis sanguíneos de insulina leva a disfunções ovarianas, hepáticas e nos tecidos, causando assim os sintomas da doença.

O tratamento consiste no uso de anticoncepcionais orais, que regularizam o ciclo menstrual, além do uso da metformina, que normaliza os níveis de insulina no corpo, acabando com toda a cascata de efeitos esteticamente negativos dessa disfunção hormonal.

Por Rafael Dias Lopes

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De manhã cedo seu despertador toca, você acorda, levemente ansiosa, e se lembra: hoje à noite encontrarei o futuro amor da minha vida. Vai toda alegre lavar o rosto, e, quando olha para o espelho, lá está ela: aquela terrível espinha, inflamada, vermelha, dolorida. Quem já não passou por uma situação dessas que atire a primeira pedra, lembram do post da espinha monstro? Por isso, vou abordar esse assunto hoje.

Basicamente, a acne é um problema inflamatório da pele. A origem da acne já é bem conhecida, tendo relação íntima com os hormônios sexuais (principalmente a testosterona), além de outros fatores como excesso de produção de sebo, inflamação local e bactérias.

Depois dos adolescentes, a maioria das pessoas acometidas pela acne são mulheres com mais de 25 anos. Muitas são as que procuram tratamento, e existem algumas que não respondem nem mesmo ao uso da isotretinoína. Por quê isso ocorre? Tentando responder a essa pergunta, as pesquisas com terapia hormonal têm ganhado mais espaço entre os cosmetologistas e dermatologistas. Quando suspeitar de uma desordem hormonal?

Para acne de causa hormonal, anticoncepcional pode ser a solução.

Para acne de causa hormonal, anticoncepcional pode ser a solução.

Com certeza, os hormônios influenciam o aparecimento de acne, porém nem toda pessoa com acne possui alterações hormonais. Devemos ficar atentos quando o desenvolvimento de acne é súbito, em grande quantidade, associados ao crescimento de pêlos longos e grossos; ciclos menstruais irregulares; ou então quando há acne que não respondem a nenhum tipo de tratamento convencional. Em mais de 95% dos casos de desordem hormonal, o hormônio produzido em excesso pela mulher é a testosterona.

Tratamento hormonal

Visando ao tratamento de acne em geral, a equipe do Centro Médico de Hershey – EUA resolveu levantar um incontável número de trabalhos a cerca do uso de hormônios no tratamento de acnes.

Os medicamentos usados como terapia hormonal foram: inibidores da testosterona, baixas doses de glicocorticóides, inibidores enzimáticos e os contraceptivos orais (anticoncepcionais com estrógeno de baixa dosagem + progesterona).

Como resultado, encontraram que os contraceptivos orais foram os medicamentos usados que apresentaram a melhor razão custo-benefício. As lesões inflamatórias regrediram 50-75%, assim como os comedões (cravos). Os efeitos colaterais encontrados são aqueles comuns à pílula anticoncepcional: vômitos, náuseas, ingurgitamento mamário e ganho de peso.

Os anticoncepcionais orais estão contra indicados nos pacientes com história de: Doença cardiovascular, Doenças tromboembólicas (varizes, derrame, embolia), Obesidade severa, Mulheres fumantes, com mias de 35 anos de idade, Mulheres que já tiveram câncer de mama, endométrio, ou que tem suspeita de ter, Grávidas e mulheres que estão amamentando.

Conclusão

A terapia hormonal é uma boa ALTERNATIVA para quem não responde ao tratamento CONVENCIONAL para acnes. É importante deixar claro que essa terapia não é usada como tratamento de primeira linha, só devendo ser procurada quando os tratamentos higienizantes, retinóides tópicos e isotretinoína não tem resultado. Nesses casos, a terapia com contraceptivo oral combinado se mostrou como a melhor opção terapêutica.

Por: Rafael Dias Lopes

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Se os tratamentos para pele tivessem uma semana da moda, a última tendência para os cremes seria a inclusão de hormônio na sua lista de ingredientes. O uso do creme com estrógeno (isso mesmo, aquele mesmo hormônio contido nas pílulas anticoncepcionais) está sendo usado com o objetivo de aumentar a suavidade, diminuir as rugas e as manchas da pele. Ao que parece, as mulheres que usaram o ingrediente na menopausa observaram pelo menos pequenas melhoras dermatológicas com essa terapia hormonal em forma de creme.

Assim como na moda (fotos fresquinhas de Nova Iorque), os tratamentos de beleza também seguem tendências.

Assim como na moda (fotos fresquinhas de Nova Iorque), os tratamentos de beleza também seguem tendências.

Foi nesse embalo que uma pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade de Michigan resolveu levantar um estudo para melhor avaliar os benefícios do uso do estriol (a uma das três formas naturais do estrógeno) diretamente na pele. Foram convidadas 40 mulheres na pós-menopausa e também 30 homens, ambos com faixa etária variando de 65 a 85 anos.

Para quem quer entender como o creme age, digamos que o estrógeno contido nele é um fator de crescimento, ou seja, ativa indiretamente a produção de colágeno pelas células da pele, diminuindo rugas e a flacidez. A idéia por trás do uso de creme é que ocorre uma aceleração do envelhecimento da pele após a última menstruação, quando os níveis de estrógeno caem bastante, o uso do creme com hormônio seria então uma forma de tentar compensar essa perda.

O creme foi usado por 14 dias, e os resultados obtidos se basearam tanto na opinião pessoal de cada participante quanto na análise de biópsia de pele das regiões tratadas com o creme.

O resultado do estudo foi divuldado essa semana, e Oscar vai para…: a pele que não fica exposta pelo sol! Só foi verificada diminuição de rugas e suavização de pele nas regiões do corpo que NÃO ficam expostas ao sol, como na região do quadril e do abdome.

Regiões mais cobiçadas, como a do rosto e dos braços, danificadas pela luz solar, não tiveram melhoras perceptíveis pelos participantes nem sinais de suavização na biópsia. Além disso, parece que o creme traz benefícios também para os homens, mas em menor intensidade quando comparados com as mulheres.
Isso significa que se você, leitora ou leitor, que adora se queimar na praia nos finais de semana, é adepto das câmaras de bronzeamento artificial ou mesmo toma pouco sol, mas sem proteção, o creme de estrógeno não terá benefício para sua pele. Mais um motivos para você não esquecer de passar o filtro solar todos os dias. Já que para a pele ele é como o jeans, nunca sai de moda.

Por Rafael Dias Lopes

Ajuda para escolher seu protetor solar.

Dicas para conseguir uma cor perfeita com autobronzeamento.

Alimentos que ajudam a proteger a pele contra os danos do Sol.

 

 

 

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Queridas leitoras,

Tenho novidade pra contar hoje!

Tenho novidade pra contar hoje!

Tenho uma novidade muito legal para compartilhar com vocês. Como algumas sabem e outras não eu estudo medicina. Ainda não está 100% resolvido mas tudo indica que eu irei fazer a minha especialização em dermatologia. Mesmo não sendo especialista em nada ainda essa é a área que mais me interessa e sobre a qual eu acabo lendo mais, pesquisando mais e enfim trazendo mais novidades científicas e dicas para vocês.

Acontece que a beleza não se limita a cuidados com a pele. Os hormônios têm também uma importância fundamental na nossa aparência, além de é claro para a saúde como um todo (disfunções hormonais podem significar doenças graves como por exemplo a diabetes).

Em termos de beleza os hormônios influenciam no nosso metabolismo e consequentemente no emagrecimento (rá!), no brilho da pele e dos cabelos, na quantidade de pêlos que temos, em várias doenças de pele como a acne e tem também papel importante no processo de envelhecimento.

Para falar então sobre endocrinologia eu convidei o meu amigo de classe da Medicina Unicamp, o Rafael. Ele é daqueles alunos que a gente gosta de sentar perto manjam, principalmente em dia de prova 😉 Mas além de ser mega hiper inteligente o Rafão já foi até abordado no Shopping para trocar a medicina pelas passarela. Tá bom pra vocês?

Então enquanto eu fico de olho nas notícias e novidades sobre a pele o Rafael fica de antena ligada nos avanços que a endocrinologia faz e que nos interessam! Ele vai começar de mansinho, sem muito compromisso então vez ou outra no blog vocês vão começar a ler posts dele também.

O primeiro post do Rafael aborda a eficácia da terapia de reposição hormonal na menopausa para melhoria do envelhecimento da pele. Mas eu já tenho um monte de perguntas para fazer para ele tipo: É verdade que comer carboidratos depois das 18:00 engorda? Porque nem homem gordo tem a maldita celulite? Existem remédios que aceleram o metabolismo e ajudam a emagrecer? Ih…se eu começar a escrever não paro mais então com vocês, Rafael Dias Lopes.

Enganar a menopausa é possível, mas enganar o tempo…

Todos nós sabemos que o tempo é muito ingrato com nossa pele. São manchas, ruguinhas e sobras de pele que aterrorizam nossa vaidade e que são combatidas como verdadeiras inimigas. Além disso, o tempo para as mulheres representa também mudanças hormonais e o início de uma nova fase: a menopausa.

Muitas sentem aquele famoso “calor” pelo corpo, outras têm seu apetite aumentado e acabam ganhando peso. E muitas são as que reclamam que depois de entrar na menopausa, as rugas, os pés de galinha, as manchas e sobras de pele se multiplicaram, trazendo danos justamente ao rosto feminino.
Foi a partir disso que comecei a pesquisar sobre a menopausa e sua relação com os danos, trazidos pelo tempo, para a pele. Será que se nessa fase a mulher estiver repondo seus hormônios há benefícios para a sua pele?

Infelzmente acabar com as rugas não está na lista de beneficios da terapia de reposição hormonal segundo as pesquisas mais recentes.

Infelzmente acabar com as rugas não está na lista de benefícios da terapia de reposição hormonal segundo as pesquisas mais recentes.

Na pesquisa, encontrei uma matéria muito interessante feita pela Escola de Medicina da Universidade de Boston. Eles trabalharam com mais de 400 mulheres que faziam reposição hormonal com estrógeno e progesterona, fizeram acompanhamento individual com cada uma delas por 48 semanas e foram fundo na pesquisa, avaliando desde simples rugas e sobras de pele até o grau de aspereza e umidade dela.
Infelizmente, eles chegaram à conclusão de que a reposição hormonal não diminuiu os danos à pele.

Ou seja, infelizmente começo a escrever no blog com uma notícia não muito boa: ao contrário do que muita gente pensava usar hormônios na menopausa não traz benefícios para o rejuvenescimento da pele e principalmente o rejuvenescimento facial. Assim, parece que esse vilão que representa o tempo age sozinho e ainda não temos maneiras muito boas de combatê-lo.

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