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Archive for the ‘Endocrinologia’ Category

colica

Pois é meninas, esse assunto interessa diretamente a vocês (se bem que os meninos podem se beneficiar passando as dicas para as namoradas, irmãs e amigas). Por mais que existam hoje métodos apara evitar a gravidez que evitam também a menstruação, a maioria das mulheres continua pagando a dívida de eva e menstrua todo o mês. E aí é aquele período chato, quando os humores ficam descontrolados, a pele fica mais oleosa (argh!) e o corpo mais inchado.

Sem falar na dor. Um professor disse uma vez na faculdade que a dor física é soberana. Você não consegue pensar em mais nada quando sente dor. Não há bom humor que resista à dor. Por isso meninos, tenham paciência com as duas mulheres durante a TPM.

As alterações no corpo e na mente que ocorrem durante o período pré-menstrual são resultado do balanço dos hormônios. Por isso algumas dicas são interessantes para deixar os hormônios mais comportados.

1. Coma vegetais verdes: brocolis, couve, espinafre e cia, contém uma substância chamada indole-3-carbinol que balanceia o excesso de estrógeno responsável por parte das flutuações hormonais.

2. Mexa-se! Atividade física, além de ajudar a deixar o corpo em dia,  trabalha também com o stress (por liberar um hormônio chamado endorfina). O tecido gorduroso também libera estrogênio, o hormônio vilão dos sintomas da TPM.

3. Invista na batata doce. Essa raiz que costuma ser pouco usada na nossa culinária tem efeito antioxidante e também ajudam a balancear os hormônios. Sem falar que são docinhas e podem diminuir a vontade louca de atacar o pote de leite condensado nessa fase do mês.

4. Beba muita água. Parece paradoxal mas quanto mais água você beber menos líquido o seu corpo vai reter e menos inchada você vai ficar. Se achar água pura muito sem graça, acrescente umas gotinhas de limão, que também ajuda a desintoxicar.

5. Evite farinha branca e açúcar. Esses ingredientes não só engordam como também prejudicam a pele oleosa (existe uma relação hormonal entre acúcar-insulina-testosterona-acne que é meio complicado de explicar, mas acreditem que é verdadeira!). Prefira cerais integrais quem também ajudam a melhorar o seu intestino.

6. Diminua o seu consumo diário de leite. Quem é mãe sabe que hoje virou moda a tal intolerância à lactose. Na realidade, moda ou não, nenhum mamífero é feito para tomar leite após a primeira infância (que no nosso caso vai até os 2 anos de idade) e por isso todos nós temos algum nível de intolerância ao leite. Essa dificuldade de digerir a lactose pode causar cólicas, piorando os sintomas da TPM. Se você não consegue evitar (eu não consigo!) procure pelo menos diminuir a quantidade e consumir leites mais frescos e orgânicos (como menos hormônios adicionados).

obama

A primeira dama sabe como diminuir as cólicas (e a cintura!)!

7. Bambolê! Volte a ser criança de novo como a Sra. Obama. O bambolê é um excelente exercício para aumentar a circulação abdominal, diminuindo as cólicas e o inchaço, além de ser divertido.

8. Diminua o consumo de cafeína. O café em excesso também amplifica os sintomas da tensão pré-menstrual. Se você não consegue abrir mão, limite seu consumo a uma xícara de café pela manhã, ou compre café descafeinado (eca!).

9. Procure consumir produtos com ômega 3, como peixes (atum, sardinha, salmão), espinafre, linhaça, rúcola, ou se você for mesmo forte arrisque óleo de fígado de bacalhau (que hoje em dia vende em cápsulas, aleluia!)

10. Tome um pouco de sol (com filtro solar no rosto, please!). Os raios de sol estimulam a hipófise e o hipotálamo, os locais do cérebro que são a cabine de comando dos nossos hormônios.

Quem sabe assim, você, e as pessoas que estão ao seu lado, conseguem chegar inteiros e belos ao mês que vem! 

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Mais no bulle

Alimentação para o seu tipo de pele!

Endócrino no Bulle de Beauté – Terapia Hormonal contra Acne.

Dicas (fáceis!) pra diminuir a barriga.

Dieta do Ciclo: E-book grátis!

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Hoje no blog vou publicar um artigo indicado por um amigo meu, o Tiago, que escreve o site do Dr. Walter Minicucci, um dos endocrinologistas mais respeitados do Brasil. O artigo fala sobre o balão intragátrico que é uma alternativa que a medicina oferece para quem precisa perder peso.

Há alguns anos os portadores de obesidade podem contar com mais uma ferramenta para o controle alimentar. O Balão Intragástrico é um dispositivo feito de silicone, que quando colocado no interior do estômago leva o paciente uma sensação de saciedade precoce. O paciente tem a impressão que já comeu o suficiente e que o estômago já está cheio.

Para que os resultados sejam satisfatórios é necessário que o paciente seja submetido a um preparo para o procedimento e, principalmente, para as mudanças de hábito alimentar que acontecem após a colocação do balão. Esse preparo é feito com auxílio de uma equipe de multidisciplinar especializada nessa área e com experiência para atender o paciente que realizou esse procedimento.

A colocação do balão é feita por endoscopia, sem cortes ou qualquer cirurgia. Demora cerca de 20 minutos e ao terminar, o paciente vai para casa após se recuperar da anestesia. Não é necessária internação hospitalar. Nos primeiros 2 ou 3 dias o paciente passa por um período de acomodação do balão no estômago. Desconforto ou dor abdominal pode aparecer temporariamente. Depois desse período retorna a uma vida absolutamente normal.

Após a alimentação, o paciente irá sentir uma sensação de plenitude ou de saciedade mais rapidamente e isso o ajudará a se alimentar de uma maneira mais devagar e com menores quantidades de alimentos.

As grandes vantagens do Balão Intragástrico sobre outras maneiras de perder peso são:

Não há necessidade de cirurgia ou de uso de medicações;
Não há necessidade de afastamento das atividades diárias;
Não há sensação de passar fome;
Não há restrições para realização de atividades físicas;
Apresenta bons resultados rapidamente;
Praticamente não tem contra-indicações.
Há apoio de uma equipe multidisciplinar especializada;
Aprende-se conceitos para conquistar sucesso a longo prazo com a equipe multidisciplinar;
A perda de peso até o momento de se retirar o balão deve ser de cerca de 10 a 15% do peso corporal total do paciente. Algumas vezes pode chegar a pouco mais que isso, dependendo de quanto de mudança o paciente será capaz de realizar no seu estilo de vida. No entanto, a permanência dele no interior do estômago não deve passar de 6 meses, e ele deve ser retirado também por endoscopia após esse período. Após a retirada do balão é que a adoção das medidas orientadas pela equipe multidisciplinar se torna mais importante, já que a chance de se ganhar peso novamente é alta. Por esse motivo não se deve realizar esse procedimento sem auxílio especializado.

A maior indicação para o uso do balão é em pacientes cujo peso está tão alto que é conveniente perder um pouco para que possa ser submetido a uma cirurgia de obesidade com peso mais baixo, para correr menos riscos. Trata-se de uma abordagem simples e inovadora para perda de peso. Mas exige comprometimento do paciente com as mudanças necessárias no estilo de vida.

Dr. Gustavo Sevá Pereira

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

 

Eu fiquei em dúvida sobre para quem seria indicada essa opção. Já que temos também as dietas, os remédios e a cirurgia bariátrica, sobre a qual o Roger já falou bastante aqui no blog. Então o Tiago perguntou ao Dr Gustavo, que respondeu que o balão intragástrico é indicado nos seguintes casos:

Principais indicações:

  • pacientes que estejam acima do peso sem indicação de cirurgia;
  • pessoas que tenham indicação de cirurgia e não querem ser operadas;
  • mulheres após o parto que não conseguem perder o peso ganho na gestação;
  • aqueles que por algum motivo não podem tomar medicação para perda de peso.

Quem se encaixa em uma das indicações pode procurar um médico para esclarecer as dúvidas e ver se essa é mesmo uma opção interessante para o seu caso.

Para as nossas leitoras tem outros artigos super interessantes, que valem pra todo mundo, que o Tiago colocou no site do Dr. Walter, como os que estou linkando abaixo:

Veja a maneira correta de perder peso fazendo exercícios

Cozinhando com menos óleo

Qual o melhor adoçante dietético?

 

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suor

Suar demais. O que para algumas pessoas podem ser apenas umas gotinhas, para outras é um verdadeiro banho. Mas há alguma explicação para isso? Então, para aqueles que suam demais, aqui vai um post.

Suar demais tem um nome para os médicos: é chamado hiperhidrose. Ela pode ser causada por diversos fatores: uso de drogas, febre, após uma refeição pesada. Mas aqui vou me concentrar principalmente nas causas mais comuns da hiperhidrose: a emocional e ligada ao calor.

Algumas pessoas, por fatores genéticos, têm uma resposta excessiva das glândulas sudoríparas ao calor ou ao estresse. Bastam ficar bravas, alegres, irritadas ou qualquer outra alteração do humor que já começam a sentir as axilas molhadas. Ou então há pessoas que com um calor um pouco mais elevado que o normal, já molham a camisa literalmente.

Os principais locais onde ocorre a hiperhidrose são no couro cabeludo, palma de mão, planta do pé, axila, testa, virilhas. Isso leva a um desconforto tanto para a pessoa que sua quanto pra quem está perto. Podem levar ao mau cheiro, e, em regiões como virilha ou planta dos pés, facilitar a infecção por micoses.

E a solução para isso? Vamos por partes. Foram várias as tentativas de usar remédios via oral para acabar com o suador. Porém, quase a totalidade é inefetiva. Passou-se então para o uso de cremes. Existem cremes para mãos e pés que impedem a sudorese, porém necessitam várias aplicações por dia. A mesma substância presente nesses cremes também está naqueles desodorantes antitranspirantes.

Existe, recentemente, tratamento à base de toxina botulínica, para a sudorese palmo plantar e axilar. Tem eficácia boa, porém exigem anestesia local, e além disso são necessárias de 50-100 aplicações em cada mão ou em cada axila, com o perigo de, se aplicadas muito profundamente, paralisar por alguns meses a musculatura da região. Por isso só antes de fazer esse tratamento certifique-se que p seu dermatologista é experiente no uso do Botox!

Talvez o tratamento mais efetivo de todos, o tratamento cirúrgico ou a simpatectomia. É a última opção de tratamento, e usado principalmente naqueles casos de sudorese muito exagerada. Nesta cirurgia, fazendo uma analogia, é como se cortassem a tomada da glândula sudorípara. Com um corte embaixo da axila, cortam-se os nervos e não há mais sudorese nas axilas nem nas mãos. Detalhe que esse tratamento só serve para axilas e mãos.

Problemas: a cirurgia envolve anestesia geal, entubação e tem várias complicações, sendo uma das mais temidas a perfuração do pulmão. Além disso, pode ocorrer sudorese compensatória, ou seja, suas costas, suas pernas e pés suarão mais para compensar o que foi cortado.

Por fim, tratamento ultra moderníssimo é a lipoaspiração das glândulas. Do mesmo jeito que a gordura localizada pode ser retirada com a cânula, também podem ser retiradas as glândulas localizadas. Tratamento também muito bom.

Assim, para você que, como eu, tem que ficar usando lencinho umedecido, exagerar na dose de desodorante antitraspirante ou procurar sempre lugares com ar condicionado, há solução. Elas são caras, envolvem riscos mas trazem uma satisfação muito grande. Converse com seu dermatologista!

Por Rafael Dias Lopes

suor

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Essa semana, por coincidência o Bruno Vieira, leitor aqui do Blog, me mandou um e-mail falando sobre o assunto e indicando o antiperspirante Driclor como uma boa alternativa para o controle do problema. De fato o princípio ativo do Driclor (produzido pela Stiefel, mas não comercializado aqui no Brasil) é um dos mais receitados por dermatologistas como antiperspirantes manipulados. Sua fórmula é a base de Hexahidrato cloreto de alumínio a 20% em solução alcoólica. A principal desvantagem é que apesar de eficiente tem se concluido que o efeito do produto diminui com o tempo, até que o mesmo se torna ineficaz. Também é comum a irritação da pele no local da aplicação. Outro ativo também bastante utilizado é o Glutaraldeído a 2%, mais usado para hiperhidrose plantar.

Quem quiser sabem mais sobre o assunto recomendo esse site produzido pela Unifesp que é bem completo. Para quem lê em inglês tem um site muito bom só sobre o assunto. http://www.hyperhidrosisweb.com/

Beijos,

Renata

suor

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Depois do último texto falando sobre as principais modalidade cirúrgicas e suas indicações, agora vamos falar um pouco da obesidade e do diabetes. Mas por quê? Existe relação entre essas duas doenças tão comuns? E o que elas tem com esse blog que fala de beleza e cuidados com a pele?

Ora, tanto a obesidade quanto o diabetes afetam de forma notável a pele, não é mesmo Renata? Pessoas obesas podem manifestar mais aquelas “adoráveis” cicatrizes na derme, características pelo estiramento excessivo, ou seja, nossas “estrias”, além disso, quem não reclama da “celulite” no bumbum? Já nos pacientes diabéticos, é conhecido que lesões cutâneas como vitiligo, psoríase e eczema, sem contar as infecções de pele são mais comuns nesses doentes.

Acne, pele oleosa, aumento dos pêlos e da sua espessura podem ocorrer na síndrome dos ovários policístico, como disse o Rafael em um dos seus textos. Essas duas doenças tem TUDO a ver com BELEZA e SAÚDE!

Dessa vez vou tentar ser mais tranqüilo nas explicações, apesar do assunto ser tão complexo quanto o anterior. Vejam, a obesidade leva ao aumento do tecido adiposo (mesmo dentro da barriga, a gordura visceral), esse, por sua vez é responsável por provocar um tal de aumento da “resistência periférica à insulina”. O aumento da resistência à insulina nada mais é que a dificuldade dos tecidos responderem à quantidade de insulina que normalmente há na circulação. Então, o pâncreas, quem fabrica a insulina, tem que se esforçar mais para aumentar a produção de insulina, mas aumenta a resistência e mais insulina tem que ser fabricada, até que o órgão entra em falência, sendo necessário receber insulina por injeções.

Bem, se o início do problema está no excesso de tecido adiposo visceral, nada mais lógico que agir sobre ele para que haja melhora do diabetes! Mas isso não é tão fácil, não é mesmo? Perder aquela barriguinha, sem que haja muito esforço, disciplina e força de vontade, torna-se uma missão praticamente impossível, como já dissemos antes.

Mas e aqueles paciente que já tentaram de tudo, são extremamente determinados, disciplinados, fazem dieta e no mínimo 30 minutos de exercícios físico aeróbicos e musculação todos os dias e mesmo assim não perder peso, além disso vêem sua saúde ser consumida pelo diabetes?

Em casos com indicações precisas a cirurgia anti-obesidade pode, em muito beneficiar esses paciente. Mesmo que tenham IMC um pouco menor e não cheguem a ser obesos mórbidos, pessoas com complicações por diabetes podem ser operadas. Muito se tem discutido e estudado sobre uma nova modalidade de cirurgia, a cirurgia metabólica, a qual visaria à cura do diabetes. São cirurgias de caráter experimental, porém, o Brasil ocupa posição de destaque com grupos em São Paulo, Goiânia e Campinas.

Mas não vamos perder o foco, a cirurgia bariátrica é capaz de melhorar muito a evolução do diabetes, podendo até mesmo alcançar a cura. Lembrem-se, como foi dito no texto anterior, que a parte final do intestino delgado (íleo) é responsável por produzir substâncias que estimulam à produção de insulina pelo pâncreas (as incretinas), então, se o alimento chega mais rápido nessa porção do intestino (já que o estômago está menor e é esvaziado mais rapidamente), as incretinas serão produzidas mais rapidamente e poderão agir, aumentando os níveis de insulina.

Ao mesmo tempo, a perda de gordura corpórea provocada pela cirurgia ajuda a reduzir aquela resistência à insulina. Então haverá mais insulina e menos resistência à sua ação? Pois é! E isso é justamente o que o tratamento com medicamentos tenta fazer. Com a cirurgia, conseguiu-se tratar o diabetes.

Menos complicações dermatológicas, cardiológicas, renais, oftalmológicas, etc, beneficiarão o paciente.
Agora fica a pergunta, será que o paciente está preparado psicologicamente para isso tudo? Para as alterações que seu corpo enfrentará? Esse é o assunto do próximo capítulo.

Roger Mathias

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Convivendo com as mulheres, descobri que a lâmina de barbear é item fundamental da beleza feminina assim como é para os homens. A maioria das mulheres já “raspou” ou pelo menos já depilou as pernas.

De fato, não existe nada de anormal em ter alguns pêlos nas pernas ou outras regiões. No entanto, se esses pelo são exageradamente grandes, espessos e em bastante número, associados há outros sintomas, principalmente irregularidade menstrual, acne, obesidade e infertilidade, pode haver mais que uma simples herança familiar com excesso de pêlos.

Como havia escrito no meu último post, algumas mulheres, por alterações hormonais, acabam tendo alguns problemas estéticos visíveis, como a acne, pele oleosa e aumento na quantidade de pêlos e na sua grossura. Uma dessas alterações é a síndrome dos ovários policísticos, tema do post de hoje.

A síndrome dos ovários policísticos, uma doença de herança genética, pode ser definida por uma série de alterações, principalmente a irregularidade menstrual, infertilidade, número excessivo de acnes, oleosidade excessiva da pele, aumento na quantidade de pêlos (principalmente em regiões caracteristicamente masculinas, como rosto e pernas) e a obesidade. Vale lembrar aqui que NEM todas as mulheres com alguns desses sinais tem a síndrome. É necessário uma avalição médica completa para fechar o diagnóstico.

Para quem gosta de saber o porquê das coisas, os pesquisadores médicos ainda não sabem como essa síndrome age no corpo, mas a maioria deles acredita-se que ela está relacionada à resistência à insulina (também chamada de pré-diabetes) com conseqüente aumento nos níveis sanguíneos de insulina leva a disfunções ovarianas, hepáticas e nos tecidos, causando assim os sintomas da doença.

O tratamento consiste no uso de anticoncepcionais orais, que regularizam o ciclo menstrual, além do uso da metformina, que normaliza os níveis de insulina no corpo, acabando com toda a cascata de efeitos esteticamente negativos dessa disfunção hormonal.

Por Rafael Dias Lopes

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De manhã cedo seu despertador toca, você acorda, levemente ansiosa, e se lembra: hoje à noite encontrarei o futuro amor da minha vida. Vai toda alegre lavar o rosto, e, quando olha para o espelho, lá está ela: aquela terrível espinha, inflamada, vermelha, dolorida. Quem já não passou por uma situação dessas que atire a primeira pedra, lembram do post da espinha monstro? Por isso, vou abordar esse assunto hoje.

Basicamente, a acne é um problema inflamatório da pele. A origem da acne já é bem conhecida, tendo relação íntima com os hormônios sexuais (principalmente a testosterona), além de outros fatores como excesso de produção de sebo, inflamação local e bactérias.

Depois dos adolescentes, a maioria das pessoas acometidas pela acne são mulheres com mais de 25 anos. Muitas são as que procuram tratamento, e existem algumas que não respondem nem mesmo ao uso da isotretinoína. Por quê isso ocorre? Tentando responder a essa pergunta, as pesquisas com terapia hormonal têm ganhado mais espaço entre os cosmetologistas e dermatologistas. Quando suspeitar de uma desordem hormonal?

Para acne de causa hormonal, anticoncepcional pode ser a solução.

Para acne de causa hormonal, anticoncepcional pode ser a solução.

Com certeza, os hormônios influenciam o aparecimento de acne, porém nem toda pessoa com acne possui alterações hormonais. Devemos ficar atentos quando o desenvolvimento de acne é súbito, em grande quantidade, associados ao crescimento de pêlos longos e grossos; ciclos menstruais irregulares; ou então quando há acne que não respondem a nenhum tipo de tratamento convencional. Em mais de 95% dos casos de desordem hormonal, o hormônio produzido em excesso pela mulher é a testosterona.

Tratamento hormonal

Visando ao tratamento de acne em geral, a equipe do Centro Médico de Hershey – EUA resolveu levantar um incontável número de trabalhos a cerca do uso de hormônios no tratamento de acnes.

Os medicamentos usados como terapia hormonal foram: inibidores da testosterona, baixas doses de glicocorticóides, inibidores enzimáticos e os contraceptivos orais (anticoncepcionais com estrógeno de baixa dosagem + progesterona).

Como resultado, encontraram que os contraceptivos orais foram os medicamentos usados que apresentaram a melhor razão custo-benefício. As lesões inflamatórias regrediram 50-75%, assim como os comedões (cravos). Os efeitos colaterais encontrados são aqueles comuns à pílula anticoncepcional: vômitos, náuseas, ingurgitamento mamário e ganho de peso.

Os anticoncepcionais orais estão contra indicados nos pacientes com história de: Doença cardiovascular, Doenças tromboembólicas (varizes, derrame, embolia), Obesidade severa, Mulheres fumantes, com mias de 35 anos de idade, Mulheres que já tiveram câncer de mama, endométrio, ou que tem suspeita de ter, Grávidas e mulheres que estão amamentando.

Conclusão

A terapia hormonal é uma boa ALTERNATIVA para quem não responde ao tratamento CONVENCIONAL para acnes. É importante deixar claro que essa terapia não é usada como tratamento de primeira linha, só devendo ser procurada quando os tratamentos higienizantes, retinóides tópicos e isotretinoína não tem resultado. Nesses casos, a terapia com contraceptivo oral combinado se mostrou como a melhor opção terapêutica.

Por: Rafael Dias Lopes

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Se os tratamentos para pele tivessem uma semana da moda, a última tendência para os cremes seria a inclusão de hormônio na sua lista de ingredientes. O uso do creme com estrógeno (isso mesmo, aquele mesmo hormônio contido nas pílulas anticoncepcionais) está sendo usado com o objetivo de aumentar a suavidade, diminuir as rugas e as manchas da pele. Ao que parece, as mulheres que usaram o ingrediente na menopausa observaram pelo menos pequenas melhoras dermatológicas com essa terapia hormonal em forma de creme.

Assim como na moda (fotos fresquinhas de Nova Iorque), os tratamentos de beleza também seguem tendências.

Assim como na moda (fotos fresquinhas de Nova Iorque), os tratamentos de beleza também seguem tendências.

Foi nesse embalo que uma pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade de Michigan resolveu levantar um estudo para melhor avaliar os benefícios do uso do estriol (a uma das três formas naturais do estrógeno) diretamente na pele. Foram convidadas 40 mulheres na pós-menopausa e também 30 homens, ambos com faixa etária variando de 65 a 85 anos.

Para quem quer entender como o creme age, digamos que o estrógeno contido nele é um fator de crescimento, ou seja, ativa indiretamente a produção de colágeno pelas células da pele, diminuindo rugas e a flacidez. A idéia por trás do uso de creme é que ocorre uma aceleração do envelhecimento da pele após a última menstruação, quando os níveis de estrógeno caem bastante, o uso do creme com hormônio seria então uma forma de tentar compensar essa perda.

O creme foi usado por 14 dias, e os resultados obtidos se basearam tanto na opinião pessoal de cada participante quanto na análise de biópsia de pele das regiões tratadas com o creme.

O resultado do estudo foi divuldado essa semana, e Oscar vai para…: a pele que não fica exposta pelo sol! Só foi verificada diminuição de rugas e suavização de pele nas regiões do corpo que NÃO ficam expostas ao sol, como na região do quadril e do abdome.

Regiões mais cobiçadas, como a do rosto e dos braços, danificadas pela luz solar, não tiveram melhoras perceptíveis pelos participantes nem sinais de suavização na biópsia. Além disso, parece que o creme traz benefícios também para os homens, mas em menor intensidade quando comparados com as mulheres.
Isso significa que se você, leitora ou leitor, que adora se queimar na praia nos finais de semana, é adepto das câmaras de bronzeamento artificial ou mesmo toma pouco sol, mas sem proteção, o creme de estrógeno não terá benefício para sua pele. Mais um motivos para você não esquecer de passar o filtro solar todos os dias. Já que para a pele ele é como o jeans, nunca sai de moda.

Por Rafael Dias Lopes

Ajuda para escolher seu protetor solar.

Dicas para conseguir uma cor perfeita com autobronzeamento.

Alimentos que ajudam a proteger a pele contra os danos do Sol.

 

 

 

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