Feeds:
Posts
Comentários

Archive for setembro \30\UTC 2010

Conforme o prometido seguimos essa semana com uma série de posts sobre os ingredientes antioxidantes mais utilizados  nos nossos creminhos. Vamos falar hoje do ALA, ácido alfalipóico.

O ALA é um ingrediente que tem duas funções principais: ele atua como anti-inflamatório e também promove uma descamação leve da pele, fazendo uma esfoliação que funciona como um peeling superficial. Ele é um componente que existe no nosso corpo e que é utilizado nos processos de produção de energia, quando oferecido adicionalmente ajuda a combater os famosos radicais livres.

Os últimos estudos (resumidos pela equipe de dermatologia da British Columbia University do Canadá), concluiram que o ALA a 5% aplicado diariamente no rosto por 12 semanas deixaram a pele mais lisa, fina e com menos linhas finas.

A ação anti-inflamatória desse ingrediente também é interessante após tratamentos na pele com laser ou luz intensa pulsada. Porém os estudos concluiram que ele não tem ação sobre a vermelhidão causada pela exposição ao Sol. Ele também não tem poder de reverter o número de células afetadas pelos raios ultravioletas, portanto deve sempre ser usado em conjunto com filtros solares.

Além de atuar sozinho o ácido alfa lipóico também potencializa os efeitos de outros antioxidantes, como as vitaminas C e E.  Isso ocorre porque ele é efetivo tanto em ambiente aquoso quanto oleoso, e ajuda a transportar esse outros ativos para as células.

Eu não encontrei (apesar de ter pesquisado bastante) muitos creminhos vendidos no Brasil que contém o ingrediente Apesar dele constar em muitas fórmulas manipuladas por dermatologistas.  Os que eu achei foram os seguintes.

Bel Col Revigor intensive, Bel química

Eye Area Therapy, Perricone do Brasil

Hidratante à base de ácido alfa-lipóico com DMAE Face Firming Activator, Perricone do Brasil.

Se alguém usa produtos que contém ácido alfalipóico e puder dar o depoimento e a indicação nos comentários seria bem legal!

Até mais

Renata

Read Full Post »

A teoria até que é simples: a pele recebe diariamente agressão dos chamados radicais livres, inimigos que provocam a oxidação da pele. Oxidação é uma reação química (momento nostalgia do cursinho), sendo que a mais conhecida delas é a que o oxigênio produz no ferro causando a ferrugem. Mas e na prática os chamados ativos antioxidantes conseguem evitar que a pele envelheça?

Os antioxidantes evitam a inflamação da pele (o que é importante porque a pele inflamada consome colágeno), e também oferecem proteção contra os danos provocações pelo sol e diminuem o risco de câncer de pele. Por outro lado, o fato é que não inventaram ainda um antioxidante perfeito para uso nas nossa pele.

Isso ocorre por diversas razões. 1. cada radical livre (sol, poluição, cigarro, etc e tals) atua por um caminho diferente na pele. O mecanismo de dano não é o mesmo e assim dificilmente um único antioxidante seria capaz de combater inimigos diferentes. 2. A farmacocinética (que podemos simplificar como velocidade) de ação do antioxidante pode não bater com a velocidade do agente inimigo, ou seja, ele pode chegar atrasado e assim ter pouca eficiência. 3. a disponibilidade, penetração na pele e concentração adequada podem também trazer dificuldades. Resumindo: ainda temos muito que aprender sobre o assunto para fazer o creme antioxidante ideal.

A gente ainda tem que estudar muito pra conseguir desenferrujar a pele.

Os antioxidantes mais conhecidos e presentes nos cosméticos são os seguintes: Àcido alfa lipoico (ALA), ácido ascórbico (vitamina C), niacinamida (vitamina B3), Acetilglucosamina (NAG), a- tocoferol (vitamina E)  e ubiquinone (Coenzima  Q10). Essa semana vou fazer posts curtos (ou assim pretendo rsrs) sobre as ações e limitações desses ativos tão comuns nos nosses creminhos.

Enquanto isso a lição de casa é ler o que já foi escrito sobre eles aqui no Bulle, e continuar se protegendo do Sol, não fumando e ficando longe de poluição (na maneira do possível).

Beijos,

Renata

Coenzima Q10, o que é e para que serve afinal?

A mágica da Vitamina C na pele.

O Bulle de beauté adverte: fumar faz mal à beleza

Read Full Post »

Superando as expectativas mais otimistas meu amore começou a correr. Eu que sempre achei correr o esporte mais sem graça do mundo estou dando o maior apoio, mesmo achando a opção meio esquisita.

Deve ser trauma de infância meu, ou melhor, trauma de adolescência. Me lembro quando estava no ginásio e no colegial (me sinto com duzentos anos quando uso essa terminologia) todo final de bimestre tinha um dia que chamava “prova dos 12 minutos” que consistia basicamente em correr a maior distância possível nesse tempo. Para mim, nerd de carteirinha que curtia no máximo jogar um volei com as amigas, esses 12 minutos pareciam 12 horas. Eu, de fato, acabava a prova como se tivesse participado de uma maratona. Odiava! Eu preferia o dia da prova de matemática do que da prova dos 12 minutos. Até porque além do cansaço em si tinha a humilhação de ser ultrapassada pelas colegas magrelas de pernas compridas váaarias vezes. Affe não gosto nem de lembrar.

Por isso que saindo do colégio por muito tempo correr pra mim só se fosse de ladrão. Algum tempo depois, eu até tive um momento de loucura e decidi treinar para a corrrida de São Silvestre . Realmente às vezes eu tenho uns surtos inexplicáveis. Até que o tempo de treinamento foi bom, mas no dia mesmo, calor de 40 graus e Sol na caixola eu não fiquei nem perto da metade da prova. Daí desisti de vez do assunto.

Mas a minha alma gêmea resolveu correr. A filosofia é boa: correr para poder comer à vontade. Interessante de certa forma. Correr parece simples, já que qualquer um a princípio pode correr. Até as crianças pequenas muitas vezes aprendem a correr desengonçadas antes de aprenderem a andar normalmente.

Mas na realidade não é bem assim. Correr para o esporte é como cantar para música. Qualquer um pode fazer mal, mas fazer bem é para poucos.

Para contar as dificuldades e as conquistas de um ex-sedentário que começou a corrida, meu amore criou um blog. Ele fala das técnicas, das dores, das lesões no joelho, no tênis ideal, enfim tudo que alguém que não sabia nada precisa saber se escolheu correr como atividade física.

Tem momentos hilários. Vale a visita especialmente para quem anda pensando no assunto.

Eu acho assim: a gente tem que escolher uma atividade física na vida. Qualquer uma. E pra fazer todos dos dias, ou pelos menos 3 vezes por semana, só vai dar certo se der prazer. Escolha a sua!

Mais pensamentos sobre o assunto:

Dicas (fáceis!) pra diminuir a barriga.

A única dieta que funciona

Pra fazer todo dia tem que ser gostoso!

Ah para quem não quer correr mas se interessa por mídia e tecnologia, minha alma gema tem um blog sério, super bem fundamentado, que também vale ser visitado. O Midiascópio.

Beijão e bom final de domingo

Renata

Read Full Post »

Acompanhar o índice UV nos Estados Unidos foi incorporado ao hábito das pessoas quase como ver a previsão do tempo. Aqui no Brasil ainda ouvimos pouco sobre o assunto, mas é mais um fator para a gente se lembrar na hora de se proteger contra o Sol.

O índice UV mede a quantidade de raios ultravioletas que atingem a nossa pele. Ele é calculado por CEP, e leva em conta a quantidade de nuvens prevista, a camada de ozônio e a altitude do lugar. Assim, quanto menos nuvens, menor a camada de ozônio e mais alto o lugar maior será o índice UV.

Para facilitar, esse índice é dado em forma de nota de 1 a 10, sendo 1 um risco baixo para quem se expõe ao Sol e 10 o risco mais alto.

Tabela de índice UV e o risco para cada tipo de pele.

O indice UV para cada cidade é divulgado diariamente no site inglês weatheronline. No link está a cidade de São Paulo.

Para essa semana que está começando na nossa São Paulo da garoa o índice UV recebe nota 10, ou seja risco máximo todos os dias!! Ou seja, não dá mesmo para esquecer o filtro solar.

Índice UV na cidade de São Paulo nesta semana! 10 todos os dias!

Na inglaterra, onde o índice é mais usado, ele raramente ultrapassa 8, mas a nossa realidade é beeem diferente. Então se queremos manter a nossa pele jovem e minimizar as chances de câncer de pele é imprescidível se proteger todos os dias, mesmo nos nublados.

Isso porque os danos à pele são cumulativos e mesmo se o índice estiver baixo, ainda assim ele nunca é zero, para mostrar que um pouco de efeito sempre há. No nosso país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza então nem se fala!

Em tempo: A tabela que eu coloquei acima é de como o índice foi criado e como ainda é divulgado nos países mais frios. Porém, a tabela teve que ser estendida já que não demonstrava a realidade dos lugares mais ensolarados. Então o foi criada a categoria risco extremo (acima de 11). O índice mais alto já registrado foi de 17, na Australia…praticamente uma churrasqueira 😉 Beijos!

Em tempo 2: O site do uol, conforme indicaram nos comentários, também divulga o índice de UV para várias cidades brasileiras. O de São Paulo está no link, fica no finalzinho da página.

Read Full Post »

Essa é uma das perguntas mais comuns no blog, mas que eu não tinha pensado em transformar em post até que foi sugerido por uma leitora querida. Então a primeira questão é: a ordem dos fatores altera o produto? E a resposta é sim. Faz diferença aplicar os creminhos na ordem certa, já que alguns produtos podem dificultar a absorção de outros pela pele.

A regrinha básica é a seguinte: primeiro os produtos mais levinhos, a base de água ou gel, depois os produtos um pouco mais encorpados como loções e por último os cremes mais pesadões. Essa regra funciona porque os cremes mais leves não conseguem passar pelos pesados, chegar na pele e ainda ter o efeito desejado.

Outra regra básica é em relação ao filtro solar. Devido a sua importância (se você tiver dinheiro para comprar só um produtinho de beleza invista no filtro solar) ele deve ser o primeiro a ser aplicado na pele, para garantirmos a sua absorção máxima.  Mas existe sim uma exceção a essa regrinha. Os filtros físicos (aqueles a base de dióxido de titânio ou óxido de zinco) não são absorvidos pela pele e tem como função refletir os filtro solares. Portanto os filtros físicos devem ser aplicados por último. Quem quiser saber mais sobre a diferença entre os filtros tem um post bem bacana no beauty blog sobre o assunto.

Vamos à prática. Quem usa a noite um produto a base de ácido retinóico e um hidradante com ativos antioxidante, deve aplicar primeiro o ácido e depois o hidratante. De manhã quem usa o filtro solar, um creme com vitamina C e maquiagem deve seguir essa ordem mesmo para que tudo funcione da maneira mais eficiente.

Quem fala inglês pode ver o vídeo com o Dr. Neal Schultz. Ele explica de maneira bem didática sobre essa questão da ordem dos produtos.

Dúvidas? Angústias? Não captou a mensagem? É só perguntar nos comentários!

Beijos

Renata

Mais aqui no Bulle:

Como tirar o máximo proveito dos seus produtos de beleza.

Como passar cremes noturno. Em vídeo!

Como passar filtro solar. Em vídeo!

Read Full Post »