Esse post foi sugerido por uma linda amiga que mora em Barcelona. Seus creminhos Clinique e Lancome tem pesado na sua consciência ecológica. Então ela me pediu que avaliasse algumas marcas de cosméticos naturais, que vendem a idéia de que para sermos belas devemos manter o nosso corpo em harmonia com a natureza. Mais do que isso, as linhas de cosméticos naturais defendem a sustentabilidade ecológica, ou seja, trabalham com pequenos produtores incentivando meios de produção familiares e menos poluidores. A idéia é bonita, mas e a prática?
Para fazer uma avaliação ela me passou o nome de quatro marcas: Weleda, Dr Hauschka, Korres, Annemarie Borlind e eu resolvi incluir mais duas, Khiels (que está chegando aqui no Brasil) e The Body Shop. Então mãos a obra!
Weleda : A marca de cosméticos, também conhecida por sua linha de chás, entre eles o famoso Chá misto da mamãe Weleda, foi a pioneira na linha dos cosméticos naturais, produzindo cosméticos desde 1921. Na lançamento da marca, os produtos eram baseados no conhecimento que então se tinha na respeito da pele, mas manter esses mesmos princípios nos dias de hoje é um retrocesso. A Weleda contém um único produto com filtro solar FPS 15, e ele é recente, até pouco tempo a empresa desconsiderava a necessidade de proteção solar como cuidado básico contra o envelhecimento. A maioria dos produtos da Weleda contém álcool, o que causa ressecamento da pele seca, mas não ajuda as peles oleosas. Aliás a Weleda não tem nenhum produto específico para quem tem pele oleosa, que ajude a tratar a acne, ou mesmo um esfoliante básico. Concluindo: melhor ficar só no chazinho mesmo.
Dr Hauschka : essa marca alemã deve ser a preferida dos hippies-chics ao redor do mundo, já que além de ser natureba é bem cara. Um adstringente básico para a pele com acne a base de hamamélis (que é um adstrigente natural com efeito também anti-inflamatório e vaso constritor) custa US$ 89.95 por cerca de 40 ml. Com metade desse preço você pode comprar uma loção adstrigente de 200 ml com os mesmos ingredientes da grife burguesa Gyvenchi no submarino, é ser natureba às vezes pode custar caro. A linha de cosméticos da marca, além de cara ignora as pesquisas realizadas acerca dos cuidados com a pele, a maioria das formulações contém ingredientes irritantes como menta, cânfora, bem como alérgenos conhecidos. Sem falar que a questão dos preservativos é meio estranha, se for verdade que a empresa não usa conservantes, os produtos estragariam em poucas semanas após aberto, e aí além de ingredientes irritantes sua pele estaria recebendo também um punhando de bactérias. Tudo bem que os ingredientes são misturados com um ritmo harmônico numa conexão espiritual entre a natureza e a humanidade, mas se o objetivo é esse melhor fazer uma sessão de ioga. Ah sim, a maquiagem como o batom e blush parecem ok, mas também não valem a viagem.
Korres A empresa grega que distribui seus produtos através da capitalista Sephora, tem um site lindo e uma linha completa de cosméticos, incluindo uma linha masculina, uma jovem e uma de produtos para o cabelo. Os produtos seguem a linha de antioxidantes naturais, contendo chá branco, uva. Os produtos não contém óleo mineral, silicone ou propileno glycol, mas contém sim preservativos para manter conservar os seus ingredientes. O preço é mais camarada, os hidratantes ficam em torno de US$ 32,00 e a linha de maquiagem é bem completa e interessante. Concluindo: é uma linha menos radical que as outras em termos de filosofia natureba, mas é mais acessível e eficiente. Eu gostei.
Annemarie Borlind: Annemarie foi uma adolescente que como muitas outras passou vários anos lutando contra a acne, até que com 26 anos a sua pele começou a ficar boa, e ela creditou esse sucesso a sua esteticista que usava produtos naturais. Com essa motivação, Annemarie estudou cosmetologia e em 1947 ela abriu a sua própria clínica na então Alemanha Oriental. O segredo deve ser grande já que a empresa garante que só usa ingredientes naturais nos seus produtos mas não disponibiliza a lista de ingredientes no site, nem na loja virtual. Assim fica difícil de avaliar néam? Mas pelo pouco que eu li, tou dispensando, se alguém experimentou e tem uma idéia diferente fale agora, ou cale-se para sempre
Kiehls: A empresa nova iorquina vai aterrisar no shopping Iguatemi no final do mês de outrubro, já já. Apesar de ser americana, essa é a marca natureba para inglês ver. Não faz anúncio, mas consegue um espaço bem grande na mídia, jura não investir em embalagem, mas o seu estilo clean faz lembrar o design dos hotéis boutiques. Todos os produtos tem ingredientes naturais, em quantidade tão pequena que em geral aparecem no rótulo de ingredientes depois dos preservativos. Os produtos são caros pelo que oferecem (e com esse dólar subindo, amiga, vão ficar ainda mais. Se você tem a pele seca ou super mega seca, poderá encontrar uns produtos bons, mas se tem pele oleosa, fique nas amostras grátis (a loja costuma ser bem generosa com elas) e deixe no lavabo pra tirar onda de antenada.
The body Shop : A empresa inglesa fundada por Anita Roddick foi a primeira a levar o conceito de cosmético natural para o grande público. Conforme a empresa foi crescendo e se tornando uma grande rede de franquia os produtos naturais foram gradativamente sendo substituídos pelos eficientes cosméticos convencionais contendo os ingredientes sintéticos. A empresa foi comprada pela gigante LÓreal em 2006, o que gerou uma sequencia de protestos dos seus clientes pela empresa ter sido vendida ao inimigo. De fato, a grande característica d The Body Shop que se mantém até hoje é a sua militância pela defesa dos animais, bem como pelas causas sociais e ambientais (todas grandes paixões da fundadora). Na prática, porém, assim como na Khiels os cosméticos seguem a linha das marcas tradicionais, com uma pitada de ingrediente natural apenas para constar no rótulo, já que via de regra a concentração em que eles estão colocados não traz benefícios para a pele. Em resumo, são produtos bons, a preços acessíveis provenientes de uma empresa responsável, o que de uma maneira geral, não dá pra considerar um mau negócio para você.
E vocês conhecem alguma boa linha de cosméticos politicamente correta? Quer dividir com a gente?





Muito bom, Renata! Adorei!
Quando li o título, na hora pensei na minha de bocó quando estava olhando o balm da Khiels em um site… Pois é, resolvi olhar os ingredientes e o único que constava era… PETROLATUM!
Ok, depende da concepção da pessoa, pode até ser natural né… *ironia mode on*
rs
beijos
=*
Já estava na hora de alguém escrever uma opinião sensata sobre o assunto! Adorei esse post! [:d] Se tudo que é natural fosse seguro e benéfico, maconha, por exemplo, faria bem! Está bem, eu já ouvi de um hiponga que maconha não poderia fazer mal porque “é uma coisa que brota da terra, irmão”! hauahauha Então, para não contrariá-lo, usarei outro exemplo: Mamona é uma planta e, se ingerida, pode até matar. Além disso, vale mais a pena tu usares um produto com um ativo que já tenha sido estudado do que usar um produto com o extrato de uma planta qualquer. Isso porque, no caso onde é usado o extrato da planta, a pessoa estará aplicando milhares de substâncias que nunca foram estudadas – e que podem fazer mal.
Muito bom o post. O blog tá o máximo! beijão
Ei lindona, adorei! Obrigada.
Só nao valeu o balde de água gelada na cabeça da galera bem intencionada, hahahahahaha!
Bom, pelo que entendi a melhor aposta é Korres, né?
A Dr Hauschka era mesmo a preferida dos radicais naturebas mas caiu em “desgraça” porque nos FPS tem alumínio.
Vou provar Korres e te dou um feedback.
Parabéns pelo blog, tenho me deliciado.
Beijo
Isa
Ah. E é isso, ser natureba custa caro. A dúzia de ovos natureba custa 4x mais que os ovos “normais”. Pode?
Isa,
Dos que eu falei sim a melhor aposta é a Korres e a The Body Shop (a Kiehls tb para quem tem a pele seca ou para as regiões secas em todo mundo como pés, mãos, etc).
São as melhores porque não são radicalmente naturebas, ou seja, unem a ciência aos ingredientes naturais, e ao mesmo tempo mantém uma política de responsabilidade social.
Por fim, a gente não precisa vender o carro e andar de bicicleta para comprar os cremes deles
Beijos!
Ah sim, manda um feddback e umas amostras-grátis tb rsrsrsrs!
[...] Cosméticos naturebas: vale a pena ser politicamente correto no cuidado com a pele? [...]
Renata,
Você cohece a linha Eminence da Ungria, que se diz orgânica?
Agradeço desde ja…
[...] Saber isso é importante porque muitas vezes a concentração de um ingrediente destacado pelo marketing pode ser irrisória para fazer algum efeito na pele. Ingredientes naturais por exemplo muitas vezes aparecem lá na rabeira da lista de ingredientes (em baixo concentração porque costumam ser mais caros) mas estão em fotos e no nome dos produtos que querem parecer mais saudáveis. [...]
O blog no geral me pareceu muito bem intencionado, mas achei esse post um tanto leviano.
A princípio, o que entendo por cosmética natural (não sei se o termo “natureba” lhe faz jus) é aquela que evita ingredientes sintéticos (óleos minerais e derivados do petróleo, formol, parabenos etc.), cujos efeitos nocivos ao organismo a curto ou médio prazo (irritações, alergias, desregulação hormonal, câncer, teratogenia etc.) estão cada vez mais comprovados (para saber mais: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=67122)
Se forem ecologica e socialmente corretos, tanto melhor.
É lógico que nem todos os cosméticos que se afirmam naturais prescindem desses ingredientes, mas isso é uma questão de lermos o rótulo.
Não tenho porque defender nenhuma empresa em particular, mas pelo que declara na composição, a Weleda não utiliza esses compostos nos seus produtos.
A prevenção dos problemas acima não se limita ao uso de cosméticos naturais (precisamos levar uma vida mais saudável em todos os aspectos), mas já é um começo. E se precisar usar um produto mais caro ou menos eficaz em nome da saúde, não acho tão mau negócio (até porque os Lancômes e Cliniques da vida são caro e não necessariamente eficazes, experiência própria).
kkkkkkkkkkk
Pois concordo com o post acima. Nao vejo razao sequer para rir da situação, pois tenho muita pena que seja cada vez mais dificil encontrar produtos de cosmetica naturais. Mas mais importante que isso, acho que é o facto de pelo menos tentarmos utilizar produtos que protejam os direitos dos animais, porque nao sao eles que os utilizam nem têm culpa dos habitos que criamos para nos….
Oi Renata !!
Gostaria de saber a sua opinião sobre a Avalon Organics.
Vou enviar o link.
Um abraço
http://www.avalonorganics.com/
Margot, mas óleo mineral é derivado do petróleo; e petróleo é uma coisa natural! Além disso, todos os problemas que tu citaste que podem ser causados por ingredientes sintéticos, também podem ser causados por ingredientes naturais!
Sugiro a leitura desta excelente reportagem:
http://www.dailymail.co.uk/femail/beauty/article-1176913/Are-organics-Were-told-embrace-natural-beauty-products-better-chemicals.html
ola gostaria muito de falar com um dos representantes da empresa para fazermos uma parceria para osite que estamos montando previsto com inauguração para novembro inicio de dezembro meu tel é 11-3654-4325 gostariamos de colocar os produtos naturebas em nosso site